23 Nov, 2017

Ex-ministro da Saúde critica pagamentos em atraso

António Correia de Campos considera que as dívidas na saúde representam uma "dupla racionalidade", porque "não significam gastar menos" e porque o dinheiro para as pagar acaba sempre por aparecer.

“As dívidas são sempre pagas e o dinheiro vai ser gasto de forma menos racional. (…) Temos uma postura de suborçamentação, mas não uma postura de subgasto”, afirmou Correia de Campos durante a conferência “Garantir o Acesso dos Portugueses à Inovação em Saúde”, que decorreu hoje em Lisboa, organizada pela Associação da Indústria Farmacêutica (Apifarma).

O antigo ministro considera que, pagando mais tarde, “o Estado acaba por gastar mais”, entendendo que os gastos acabam por ser mais irracionais.

“Os atrasos acabam por aumentar os preços dos bens a adquirir”, defendeu Correia Campos, adiantando ainda que os pagamentos em atraso penalizam os bons gestores e beneficiam os menos bons.

LUSA/SO

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