25 Jul, 2019

Estado comparticipa pela primeira vez medicamento à base de canábis

Fármaco custa 475 euros e, apesar de estar aprovado em Portugal desde 2012, nunca foi posto à venda.

A notícia só hoje foi conhecida mas há mais de um mês que o Infarmed deu luz verde à comparticipação de um medicamento À base de canábis. De acordo com o Público, o Estado vai suportar 37% do preço por embalagem. Contudo, o fármaco destina-se, em grande medida, aos portadores de esclerose múltipla (uma doença neurológica degenerativa) e só deve chegar ao mercado em setembro.

Este medicamento “inclui-se no grupo dos analgésicos e antipiréticos e é comparticipado pelo escalão C”, esclarece a Autoridade Nacional do Medicamento, o que significa que o vai poder ser vendido em farmácias comunitárias, isto é, de rua.

Apesar de estar autorizado em Portugal desde 2012, o Sativex, comercializado pela farmacêutica espanhola Almirall, nunca foi posta à venda. Ainda assim, poderia ser adquirido através de um pedido de autorização especial, o que permitiu levar a terapêutica a 21 doentes entre 2016 e 2017.

O fármaco tem um custo de 475 euros por embalagem (o que equivale a uma comparticipação estatal de 175 euros) mas é expectável, escreve o Público, que o preço tenha sido renegociado nas negociações com a farmacêutica. O Sativex estará já à venda em 20 países e a empresa garante que medicamento “passou por extensos ensaios clínicos“.

Está aprovado para o alívio da espasticidade (aumento involuntário da contração muscular) em doentes com esclerose múltipla – doença que, em Portugal, afeta cerca de 8 mil pessoas – ou com lesões na espinal medula. Para além disso, está indicado para o tratamento de náuseas e vómitos (resultantes da quimio, radioterapia ou medicação para o HIV e Hepatite C), dor crónica (associada a doenças oncológicas, por exemplo), epilepsia ou glaucoma resistente ao tratamento padrão.

TC/SO

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