ENTREVISTAS
“Temos de pensar na fertilidade também como uma questão demográfica e social”
O adiamento da maternidade, a quebra da natalidade e consequentemente o aumento da infertilidade feminina, mas também masculina, estão a transformar a fertilidade num desafio que ultrapassa a esfera clínica. Em entrevista ao SaúdeOnline, Luís Ferreira Vicente, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, defende uma estratégia nacional que envolva saúde, educação, trabalho e políticas sociais, alertando para o impacto demográfico e económico da atual crise de natalidade.
Infeções sexualmente transmissíveis. “Temos de aumentar a acessibilidade ao rastreio em consultas e de forma anónima e confidencial”
De acordo com o estudo português “Perceção da população portuguesa sobre as infeções sexualmente transmissíveis”, apresentado no ID Symposium 2026, 45% dos portugueses não realizam exames de rastreio e 59% têm vergonha de os fazer. Para Rita Maciel Barbosa, assistente Graduada em Medicina Geral e Familiar e coordenadora do Centro Integrado de Saúde Sexual do Porto, é preciso falar mais do assunto e desmistificar ideias como sexo oral é mais seguro mesmo sem preservativo.
Canábis medicinal. “O INFARMED continuará a promover um enquadramento regulatório robusto, que assegure elevados padrões de qualidade”
Em Portugal, os tratamentos com canábis medicinal são legalmente permitidos desde 2019, mas a utilização permanece relativamente limitada. Vasco Bettencourt, Diretor da Unidade de Licenciamentos da Direção de Inspeção e Licenciamentos do INFARMED, realça o papel da instituição para que haja um enquadramento regulatório robusto e que garanta a segurança dos doentes.
Gala MGFamiliar. “Queremos manter e tornar este evento um clássico da Medicina nacional”
A Gala MGFamiliar – Prémios Médicos de Família de Ouro 2026 vai decorrer no dia 9 de janeiro, às 21h30, na Ordem dos Médicos, no Porto. Estão abertas as inscrições para o evento que tem como objetivo reconhecer o trabalho dos especialistas em Medicina Geral e Familiar.
“A Comunicação em Saúde é a componente mais importante na clínica”
Dedicado, desde os primeiros tempos de carreira, à Comunicação em Saúde, José Mendes Nunes preza muito a relação médico-doente. Em entrevista, defende também o trabalho em equipa alargada nos cuidados de saúde primários e a promoção da literacia em saúde e da literacia em doença.
“Quando escolhi Oncologia, achei que seria a melhor especialidade do mundo — e continuo a acreditar nisso”
Pedro Simões é oncologista no Hospital Beatriz Ângelo, integra a Direção da SPO e o Núcleo de Internos e Jovens Especialistas (NIJE), e é um dos responsáveis pela organização das sessões conjuntas entre a ASCO e a SPO que decorrerão neste Congresso. Especialista há cerca de quatro anos, o jovem médico fala sobre o percurso que o trouxe à Oncologia, os desafios da nova geração e a importância da formação, da colaboração internacional e da humanização da prática clínica.
“Pretendo reforçar a SPO como uma entidade agregadora, multidisciplinar e inovadora”
Nuno Bonito, diretor do Serviço de Oncologia Médica do IPO Coimbra, é o presidente eleito da Sociedade Portuguesa de Oncologia e tomará posse em fevereiro de 2026. Em entrevista, fala sobre os objetivos do seu mandato, a importância da investigação colaborativa, a proximidade com os doentes e os desafios da Oncologia em Portugal.
“A velocidade da aquisição de conhecimento alterou de forma enorme a nossa compreensão do cancro”
José Luís Passos Coelho termina, em fevereiro, o mandato como presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO). No âmbito do Congresso Nacional de Oncologia, que este ano tem como mote “Beyond the Limits”, o oncologista reflete sobre a rápida evolução do conhecimento científico, o impacto da inovação na prática clínica, os desafios na formação, a importância da colaboração internacional e as prioridades para o futuro da Oncologia portuguesa.
“A inteligência artificial será uma poderosa aliada, mas nunca substituirá o raciocínio clínico do médico”
Marisa Santos, presidente do XXXIV Congresso Nacional de Coloproctologia, sublinha que a era digital está a transformar profundamente a prática médica, trazendo oportunidades únicas, mas também desafios éticos e formativos. Sob o mote “Desafios em Coloproctologia na Era Digital”, o encontro, que decorre em Braga, aposta numa forte componente prática e na integração da inteligência artificial como ferramenta de apoio ao diagnóstico e à decisão cirúrgica, sem perder de vista o essencial: a relação médico-doente e o raciocínio clínico sustentado na experiência e na evidência.



































