ENTREVISTAS
“Este modelo permite que o médico defina de forma personalizada o seu caminho formativo”
A edição de 2026 do Update em Medicina aposta num modelo inovador de trilhos formativos personalizados, pensado para responder às necessidades reais da Medicina Geral e Familiar. Em entrevista, o internista António Pedro Machado, coordenador da Comissão Científica do evento, destaca uma formação mais prática, flexível e articulada com outras especialidades, defendendo os cuidados de saúde primários como base essencial do SNS.
“Procuramos criar percursos formativos que se adaptem às necessidades de cada participante”
O médico de família André Cardoso, presidente do Update em Medicina 2026, antecipa uma edição marcada pela inovação e pela proximidade entre colegas. Num contexto desafiante para a Medicina Geral e Familiar, o congresso aposta em roteiros científicos personalizados, saúde mental, nutrição, saúde da mulher e materno-infantil, oferecendo ferramentas práticas para melhorar a consulta diária e reforçar a qualidade do atendimento no SNS.
“Enquanto o SNS se mantiver como está, vamos continuar a assistir ao seu definhamento progressivo”
Armando Brito de Sá aposentou-se ao fim de 41 anos de Medicina, dos quais 37 em Medicina Geral e Familiar, mas não ficou parado. Reduziu o número de horas dedicadas à profissão, mas mantém-se como médico ativo no Serviço Nacional de Saúde. Tendo participado na reforma dos cuidados de saúde primários, admite que não é fácil ir embora. Em entrevista, alerta para a necessidade de se mudar o atual modelo de saúde, para não se correr o risco do colapso do SNS. E deixa algumas dicas aos mais jovens para que a MGF seja sinal de satisfação e não de burnout.
“A Medicina Interna é o pilar do hospital”
O 31.º Congresso Nacional de Medicina Interna vai decorrer entre 22 e 25 de maio, em Coimbra. Lèlita Santos, presidente do evento, faz uma antevisão de alguns dos temas que serão abordados, realçando a importância da especialidade.
ULS Coimbra. “Estamos a apostar em projetos de proximidade, querendo sair do hospital para a comunidade”
São vários os projetos de proximidade que a ULS Coimbra tem em curso para que haja uma verdadeira integração entre cuidados primários e hospitalares, segundo Almerinda Rodrigues, diretora clínica para os cuidados de saúde primários da ULS Coimbra. A responsável dá a conhecer alguns e também fala sobre as mais-valias de se ser uma ULS universitária.
Síndrome de Münchausen. Inventar doenças para apaziguar o sofrimento emocional
“Renascer das Cinzas” é o mais recente livro do psiquiatra João Carlos Melo. Desta vez, escreve em coautoria com Maria C., uma paciente diagnosticada com perturbação borderline, mentira patológica e síndrome de Münchausen . Em entrevista, realça o sofrimento associado a patologias que continuam a ser alvo de estigma.
“A interligação entre a Ginecologia e a MGF na área da saúde da mulher pode ser significativamente melhorada”
As ginecologistas Cristina Nogueira-Silva e Maria João Carvalho destacam o papel da Medicina Geral e Familiar na saúde da mulher. Face aos avanços sentidos na Ginecologia nos últimos anos, as responsáveis pelo Congresso defendem mais formação e melhor integração entre ambas as especialidades.
“É fundamental capacitar as pessoas com diabetes para que se tratem melhor”
João Raposo, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia e diretor clínico da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal é o mais recente presidente-eleito da Federação Internacional da Diabetes – Região Europa (IDF Europa), assumindo integralmente a presidência em 2027. Em entrevista ao SaúdeOnline, João Raposo fala sobre os desafios e prioridades da diabetes na região europeia. À frente de um cargo internacional, o médico português quer ajudar a uniformizar os cuidados, a reduzir desigualdades no acesso e a reforçar a capacitação das pessoas com diabetes. Acredita que a transformação passa por políticas públicas eficazes.
“68% dos doentes com asma não têm a doença controlada”
No Dia Mundial da Asma, que este ano se assinala a 6 de maio com o lema “Tornar os tratamentos inalatórios acessíveis para todos!”, a prioridade é clara: garantir que todos os doentes tenham acesso aos medicamentos essenciais para controlar a doença. Em Portugal, estima-se que cerca de 700 mil pessoas sofram de asma, mas uma grande parte continua sem diagnóstico ou sem o tratamento adequado. Elisa Pedro, assistente graduada sénior de Imunoalergologia da Unidade Local de Saúde Santa Maria, sublinha a urgência de reforçar o diagnóstico precoce, combater mitos sobre a medicação inalatória e investir na literacia em saúde respiratória — sem esquecer os avanços científicos que já estão a transformar a vida dos doentes.



































