22 Out, 2019

ENSP e da AstraZeneca quer saber como médicos e doentes encaram a Diabetes

O protocolo de colaboração para a implementação do estudo foi assinado recentemente e pretende evidenciar as principais preocupações de quem vive com a doença, comparando com o ponto de vista dos médicos.

Avaliar as principais preocupações das pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2 na gestão da sua doença e os fatores mais valorizados na consulta são alguns dos objetivos do Projeto CONCORDIA, o primeiro estudo nacional sobre o tema, uma iniciativa da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP-NOVA) e da AstraZeneca, informam as duas instituições em comunicado.

A mesma nota, refere que “O protocolo de colaboração para a implementação do estudo foi assinado recentemente e pretende evidenciar as principais preocupações de quem vive com a doença, comparando com o ponto de vista dos médicos. O impacto da diabetes no dia-a-dia da pessoa com a doença e o grau de envolvimento desta nas decisões de saúde e tratamento serão outros dos aspetos a avaliar”.

Ainda de acordo com os responsáveis do projecto, “Esta iniciativa irá permitir conhecer, através de abordagens qualitativa e quantitativa, a comunicação entre o médico e a pessoa com Diabetes Mellitus tipo 2, nomeadamente no que diz respeito à transferência de informação e partilha da decisão em saúde, um determinante importante para a gestão da doença, adesão à terapêutica e, em última análise, para os resultados em saúde.

Dada a importância e o impacto destas questões no panorama de Saúde Pública, a Escola Nacional de Saúde Pública tem vindo, ao longo dos anos, a dedicar com sucesso parte da sua investigação e ensino a estas temáticas.

Para João Valente Cordeiro, coordenador do estudo, “a participação das pessoas com doença, em particular com Doença Crónica, na tomada de decisão referente aos cuidados de saúde que lhe são prestados constitui um vetor essencial para uma melhoria significativa dos resultados em saúde e para que esses mesmos cuidados sejam prestados de uma forma mais justa, inclusiva e equitativa”.

Para esse fim, adianta o docente da ENSP-NOVA, “é essencial conhecer o impacto da doença na vida quotidiana das pessoas, identificar os fatores que a pessoa com DM2 mais valoriza nos cuidados de saúde, nas consultas e nos tratamentos e perceber se estas dimensões estão alinhadas com as perceções que os médicos têm sobre os mesmos temas”.

Carla Fernandes, Diretora Médica e Regulamentar da AstraZeneca, considera que “os resultados deste estudo irão permitir fornecer informação nova e relevante sobre a forma como doentes e médicos encaram esta patologia”.

De acordo com a responsável, “este projeto materializa a ambição da AstraZeneca, enquanto empresa líder científica nesta área, na procura de respostas a importantes lacunas de conhecimento e na compreensão da gestão desta doença pelos profissionais de saúde e pelos doentes”.

Os resultados deste projeto serão apresentados em congressos e reuniões científicas ao longo dos próximos dois anos.

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