Enfermeiros marcam greve geral de 3 dias a seguir ao Natal

Federação dos Sindicatos dos Enfermeiros diz que governo tem até dia 18 para travar paralisação. Em causa está o impasse em torno do acordo coletivo de trabalho.

A juntar à greve aos blocos cirúrgicos, que se vai estender, pelo menos, até ao último dia do ano, os enfermeiros estão a intensificar os protestos. O Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e o Sindicato dos Enfermeiros (SE) anunciaram, esta segunda-feira, uma paralisação para depois do Natal, nos dias 26, 27 e 28 de dezembro.

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (Fense), que integra estas duas estruturas sindicais, já entregou um pré-aviso de greve, “sob a forma de paralisação total e com o abandono do local de trabalho”. No entanto, ainda não é seguro que a paralisação avance.

Tudo depende da forma como decorrerem as negociações com o Ministério, diz José Azevedo, do Sindicato dos Enfermeiros, que acrescentou, em declarações à TSF, que o governo tem até dia 18 para travar mais esta greve. Isto porque nesse dia ocorrerá uma reunião entre sindicatos e tutela.

Em causa está o impasse em torno do acordo coletivo de trabalho. O acordo que está a ser negociado inclui três categorias profissionais – enfermeiro, enfermeiro-especialista e enfermeiro-director – e propõe um aumento do vencimento base de €1.201 para €2.020. “Se o governo achar demasiado, propomos um aumento em prestações: 50% no primeiro ano, 25% no segundo e 25% no terceiro. Ainda não recusaram”, garante José Correia Azevedo à Sábado.

Note-se que os sindicatos que convocam agora a greve geral de três dias não apoiam a greve prolongada às cirurgias, que começou no dia 22 de novembro. A Fense classifica mesmo a greve às cirurgias, que é apoiada por dois sindicatos recém-formados (o SINDEPOR e a ASPE), como “populista”.

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