4 Out, 2019

Ébola: Diminui número de novos casos, total sobe para 3.197

Até 01 de outubro, foram registados no total 3.197 casos, incluindo 3.083 confirmados e 114 prováveis

A República Democrática do Congo registou, na semana passada, 20 novos casos de Ébola, menos nove do que na semana anterior, elevando para 3.197 o total de infeções desde agosto de 2018, segundo dados oficiais.

De acordo com o mais recente relatório sobre a evolução da epidemia de Ébola, divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 25 de setembro e 01 de outubro, foram confirmados 20 novos casos nas províncias de Kivu Norte e Ituri, comparado com os 29 registados na semana anterior.

A OMS alerta, no entanto, que estes números devem ser “interpretados com precaução”, por causa dos desafios operacionais e de segurança em algumas zonas de saúde que continuam a dificultar a deteção de novos casos.

A epidemia causou já um total de 2.136 mortes (mais 10 do que na contagem anterior), situando a taxa de mortalidade da doença nos 67%.

A maioria dos pacientes de Ébola são mulheres (56%), seguindo-se 28% de crianças e jovens com menos de 18 anos e 5% de trabalhadores da saúde.

Metade dos casos da semana passada foram registados nas regiões sanitárias de Mambasa e Mandima, o que representa, segundo as autoridades de saúde, uma mudança das zonas urbanas com alta densidade populacional como Butembo, Katwa, e Beni, para zonas mais rurais e menos populosas.

“Isto resulta numa mudança para uma transmissão mais baseada nas comunidades e menos provável nas instalações de saúde, o que representa novos desafios em matéria de acessibilidade e logística para alcançar as aldeias afetadas num contexto de estação das chuvas”, adianta a OMS.

Globalmente, nos últimos 21 dias (entre 11 de setembro e 01 de outubro) foram confirmados 106 novos casos em 13 zonas sanitárias.

A OMS adiantou ainda que até 02 de outubro foram recebidos 61 milhões de dólares (55,5 milhões de euros) dos 287 milhões que a organização estima sejam necessários para financiar o plano estratégico de resposta à doença até dezembro.

As autoridades de saúde da RDCongo anunciaram a introdução, em meados de outubro, de uma segunda vacina experimental para prevenir infeções pelo vírus do Ébola.

A nova vacina, fabricada pela multinacional Johnson & Johnson, será administrada, em duas doses com 56 dias de intervalo, a populações em risco em áreas onde não existe transmissão ativa do Ébola como uma ferramenta adicional para alargar a cobertura contra o vírus.

A vacina da Johnson & Johnson irá complementar a atual vacina, fabricada pela multinacional Merck, que, segundo a OMS, se tem revelado “altamente eficaz e segura”, tendo ajudado a proteger milhares de vidas.

Esta vacina continuará a ser administrada a todas as pessoas com risco elevado de infeção pelo vírus do Ébola, incluindo todas aquelas que tenham estado em contacto com doentes confirmados.

Mais de 220 mil pessoas foram já vacinadas durante a atual epidemia de Ébola na RDCongo.

Em maio, o grupo de especialistas da OMS em imunização (SAGE, na sigla em inglês) recomendou o ajustamento das doses da vacina da Merck, bem como a avaliação da introdução de uma segunda vacina.

Foi ainda recomendada a criação de estações de vacinação móveis, para contornar os problemas de insegurança no país, e o aumento de pessoas abrangidas pela vacinação nas comunidades com transmissão ativa.

LUSA/SO

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