1 Out, 2021

Doenças valvulares são cada vez mais comuns, alertam médicos

“É importante que a população idosa esteja atenta a sintomas como cansaço, falta de ar e incapacidade”, diz o coordenador nacional da iniciativa Valve for Life, Rui Campante Teles.

A propósito do Dia Internacional do Idoso, que se assinala a 1 de outubro, a Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) alerta para o aumento da incidência das principais doenças valvulares – a insuficiência mitral e a estenose aórtica -, o qual pode ser justificado pela crescente longevidade da população nacional.

“Atualmente, mais de 6% da população octogenária tem estenose aórtica. Em relação à doença mitral, estes números não serão menores, pois uma porção significativa das pessoas que tiveram um enfarte agudo do miocárdio (EAM) ou têm insuficiência cardíaca (IC) acabam por desenvolver insuficiência mitral”, afirma o presidente da APIC, Eduardo Infante de Oliveira.

Tendo por base estes dados, o coordenador nacional da iniciativa Valve for Life, Rui Campante Teles, sublinha que “é importante que a população idosa esteja atenta a sintomas como cansaço, falta de ar e incapacidade para realizar as tarefas que faziam anteriormente e que os transmitam ao seu médico assistente”.

Assim, “é possível fazer-se um diagnóstico atempado e uma atuação precoce por parte de Cardiologia de Intervenção. Muitas pessoas continuam a desvalorizar os sintomas, por considerarem que advêm da longevidade, levando a que só procurem o médico quando já há alguma gravidade, o que pode ser um pouco tarde”, avança Rui Campante Teles.

Neste âmbito, é fundamental reforçar que a estenose aórtica é uma doença que afeta cerca de 32 mil portugueses, maioritariamente pessoas acima dos 70 anos, com sintomas de cansaço, dor no peito e desmaios. Na presença desta condição, a válvula aórtica – a qual tem a função de evitar que o sangue bombeado pelo coração volte para trás – não abre completamente e vai ficando cada vez mais estreita.

Ainda, a insuficiência mitral é a segunda doença valvular mais comum e antecipa-se que a sua prevalência aumente nos próximos anos. Os mecanismos da doença provocam falta de ar e cansaço de agravamento progressivo, uma vez que existe uma menor quantidade de sangue bombeado para a circulação geral a cada batimento cardíaco e um aumento de pressão na circulação pulmonar.

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