Os resultados da investigação foram avançados pela emissora estatal CCTV, mas as autoridades de saúde chinesas ainda não confirmaram as informações.

A investigação citada pela CCTV identifica a doença que infetou 59 pessoas na cidade de Wuhan, centro da China, como um novo coronavírus, diferente daqueles que foram identificados anteriormente.

Segundo a Comissão Municipal de Saúde de Wuhan, sete dos pacientes encontram-se em estado crítico e os restantes em condição estável. Oito pacientes receberam alta na quarta-feira, sem apresentar qualquer sintoma de pneumonia, avançou a agência noticiosa oficial Xinhua.

Os especialistas detetaram o novo coronavírus em 15 dos 59 casos de Wuhan, detalhou a CCTV, acrescentando que mais pesquisas serão realizadas antes de se obter uma conclusão. Possíveis casos da mesma doença foram relatados em Hong Kong e na Coreia do Sul, envolvendo pessoas que viajaram recentemente a Wuhan.

Desde o final de 2019, os hospitais públicos de Hong Kong relataram 38 pacientes com febre, infeção respiratória ou sintomas de pneumonia, após visitas recentes a Wuhan. Vinte e um desses pacientes já receberam alta, informou na quarta-feira a Autoridade Hospitalar de Hong Kong.

Não foram encontrados casos graves relacionados aos de Wuhan, segundo Sophia Chan, chefe de saúde de Hong Kong.

Também em Macau, o diretor dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion, disse não ter sido registada qualquer ocorrência em Macau, que tem duas ligações aéreas diárias com Wuhan.

Ainda assim, a região semiautónoma chinesa anunciou no domingo que o nível de alerta de emergência foi elevado para três para reforçar a prevenção e coordenação na resposta à pneumonia viral do centro da China.

Na Coreia do Sul, uma mulher chinesa que trabalha para uma empresa sul-coreana foi diagnosticada na terça-feira com pneumonia, disseram os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças da Coreia.

Nos últimos anos, a síndrome respiratória do Oriente Médio, um coronavírus que começou na Jordânia e na Arábia Saudita, em 2012, alastrou-se por cerca de duas dezenas de países, tendo sido relatados cerca de 2.500 casos confirmados em laboratório, incluindo mais de 800 mortes.

SO/LUSA

ler mais