18 Ago, 2021

Dieta à base de plantas reduz em 52% o risco cardiovascular, confirma estudo

Resultados confirmam que uma alimentação à base de vegetais e plantas contribui para a manutenção da saúde cardiovascular.

De acordo com um novo estudo publicado no Journal of the American Heart Association, é possível confirmar a eficácia do consumo regular de alimentos mais nutritivos, sobretudo de vegetais, na redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares (RCV) em todas as idades.

Tendo em consideração que “estudos anteriores se focaram apenas em nutrientes ou alimentos simples” e sublinhando a existência de “poucos dados relativos aos benefícios de uma dieta centrada em plantas e o RCV a longo prazo”, o principal autor do estudo Yuni Choi e a sua equipa procuraram analisar a associação de uma dieta à base de plantas e a ocorrência de doenças cardíacas em 4946 adultos.

Segundo confirmam, os participantes, que englobavam 2509 adultos negros e 2437 adultos brancos, tinham entre 18 e 30 anos de idade no momento da inscrição do estudo em causa (entre 1985 e 1986) e não apresentavam qualquer doença cardiovascular (DCV) na altura. Estes foram sujeitos a oito exames de acompanhamento entre 1987 e 2016, os quais incluíram testes de laboratório, medições físicas, registos de saúde a avaliações de fatores de estilo de vida.

Após entrevistas detalhadas sobre o histórico da sua dieta, a respetiva qualidade dos hábitos alimentares de cada participante foi avaliada com base no Índice de Qualidade da Dieta composto por 46 grupos de alimentos nos anos 0, 7 e 20 do estudo. Os grupos de alimentos foram classificados em alimentos benéficos (frutas, vegetais, leguminosas), alimentos adversos (batatas fritas, carnes vermelhas gordas, salgados, doces e refrigerantes) e alimentos neutros (batatas, carnes magras e mariscos).

Depois de associarem valores mais elevados a uma dieta nutricionalmente rica e centrada em plantas, os especialistas confirmaram que durante os 32 anos de acompanhamento, 289 dos participantes desenvolveram DCV. Segundo acrescentam, as pessoas que pontuaram entre os 20% melhores no valor da qualidade da dieta tiveram um risco reduzido em 52% de desenvolverem DCV. Ainda, entre os anos 7 e 20 do estudo, aqueles que melhoraram a qualidade da sua dieta também registaram uma redução do RCV em 61%.

Conheça mais informações sobre este estudo aqui.

SO

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