27 Out, 2017

“Corre, corre, coração”: A história de superação de Dulce Várzea

Em "Corre, corre, coração", a autora Dulce Várzea conta como é que depois de mais de 30 anos das primeiras experiências na corrida, descobriu como a convivência e o espírito sadio do atletismo podiam, afinal, convencer a mais cética e improvável das praticantes amadoras.

Se o desporto entra na vida de alguém, é quase garantido que, mesmo com interrupções, voltará a vincar a sua importância, não importa o tempo que passar. Conheça a história de Dulce Várzea que, mais de 30 anos depois das primeiras experiências na corrida, descobriu como a convivência e o espírito sadio do atletismo podiam, afinal, convencer a mais cética e improvável das praticantes amadoras, alargando essa prática, por exemplo, ao remo.

Do reencontro com um amigo à determinação, do afastamento à ideia de que não se pode passar sem correr, seja ainda de madrugada, à tarde ou à noite, com calor, frio ou chuva, só ou, de preferência, bem acompanhada. E não se trata apenas de uma questão de saúde ou estética – o universo da corrida amadora é tão vasto que permite tomar contacto e travar conhecimento com inúmeras pessoas, servindo para usufruto de experiências que vão muito além do desporto.

Cruzam-se fronteiras, galgam-se distâncias, conquista-se o gosto que se torna paixão por atletismo, pelo desafio às capacidades e por um conhecimento mais aprofundado de cada um. Foi assim que Dulce ampliou as dimensões do seu dia-a-dia. Nem mesmo a acumulação de obrigações quotidianas – a família, a docência universitária, a actividade de gestão na sua farmácia, a prática de remo e caça – a impediu de treinar e participar em constantes provas, nos mais diversos pontos do país e, claro, no estrangeiro.

“Ouvia dizer que a corrida é um vício, não acreditava, mas passados estes anos começo a entender que talvez seja – não porque se adore correr, mas pela sensação inexplicável que nos dá o pós-corrida”, explica a própria atleta amadora.

Leia os conselhos, aprecie os momentos de deleite, sorria com os episódios inesperados, associe-se à tristeza em momentos de lesão e junte-se à irreprimível alegria de cortar a meta correspondendo aos mais variados desafios feitos a si própria pela atleta.

Descubra ainda como o contexto familiar desempenha um papel fundamental e até que ponto as filhas de Dulce Várzea assumem um estatuto preponderante como fortes estímulos à sua vontade indomável.

Se alguém considera que é demasiado difícil ou até impossível iniciar-se e manter-se no mundo do desporto, além do seu exemplo, Dulce Várzea deixa uma mensagem bem clara e tão simples que até causa uma certa surpresa pela tranquilidade e desassombro: “É preciso querer e continuar, como sucedeu no meu caso.”

No fundo, a imagem da própria atleta amadora – calma, ponderada, bem-disposta e, ao mesmo tempo, um vulcão de genica e força que parece inesgotável. E já lá vão mais de 4.000 km.

SO

 

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