6 Mar, 2018

Coordenadora do Bloco insiste na nova lei de bases da saúde

Catarina Martins reagiu ao estudo apresentado esta terça-feira que dá conta de que 10% dos portugueses não compram medicamentos por falta de dinheiro, dizendo que tem de ser melhorado o acesso dos portugueses à saúde.

A coordenadora do BE defendeu esta terça-feira uma nova lei de bases da saúde ao comentar o estudo que conclui que um em cada dez portugueses deixou no último ano de comprar medicamentos por falta de dinheiro.

“O trabalho proposto para uma lei de bases da saúde é essencial, não devemos perder mais tempo para avançar”, afirmou Catarina Martins aos jornalistas, comentando o estudo Índice de saúde sustentável 2017, feito pela NOVA Information Management School (NOVA-IMS), da Universidade Nova de Lisboa.

Para a líder bloquista, o acesso à saúde “é fundamental, nomeadamente a questão do fim das taxas moderadoras, no apoio ao transporte de doentes de forma gratuita e também no acesso a medicamentos”.

“Não há acesso à saúde quando se tem que pagar pelo acesso à saúde”, concluiu.

O estudo da Universidade Nova estima que um em cada dez portugueses deixou no último ano de comprar medicamentos prescritos pelo médico por falta de dinheiro, um valor que baixou relativamente a 2016.

Por outro lado, este estudo permite, segundo os seus autores, conclui que os portugueses faltaram a mais de meio milhão de consultas nos hospitais públicos no ano passado por causa dos custos dos transportes.

Em janeiro, em Coimbra, foi apresentado um livro, “Salvar o SNS – uma nova Lei de Bases da Saúde para defender a Democracia”, da autoria de António Arnaut, um histórico do PS e considerado o “pai” do SNS, e João Semedo, médico e ex-coordenador do Bloco de Esquerda.

Na cerimónia, em 18 de janeiro, o primeiro-ministro, António Costa, abriu a porta à discussão de uma lei de bases, dizendo tratar-se de uma boa altura para se fazer uma reflexão sobre o Serviço Nacional de Saúde.

LUSA/SO

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