Conselho de Escolas Médicas preocupado com menos doentes crónicos nos hospitais

Baixa significativa de deslocações dos doentes crónicos aos hospitais preocupa o Conselho de Escolas Médicas Portuguesas.

As deslocações dos doentes crónicos aos hospitais estão a baixar significativamente nas últimas semanas, devido aos receios da pandemia da covid-19, o que preocupa o Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP), realçou hoje o presidente da entidade, Fausto Pinto.

“Há uma diminuição significativa do acesso de pessoas com doenças crónicas aos hospitais, e não é só em Portugal, é algo que está a acontecer noutros países do mundo”, disse à Lusa o presidente do CEMP, destacando que, face aos perigos do novo coronavírus, os doentes crónicos se devem resguardar ao máximo, mas, em caso de necessidade, têm mesmo que ser consultados nos hospitais.

O responsável apontou, como exemplo, para os doentes que sofreram um enfarte agudo do miocárdio (EAM), tendo, nos últimos tempos, havido uma quebra de 40% a 50% no número de casos assistidos nos hospitais desta tipologia.

“Apesar do problema atual (covid-19), que é grave, não nos podemos esquecer que existem outras doenças. Se as pessoas não se sentirem bem, que desencadeiem os meios de socorro existentes, como o INEM”, sublinhou Fausto Pinto.

O líder do CEMP, organismo que reúne os diretores das oito faculdades de medicina portuguesa, vincou que os hospitais dispõem de “zonas limpas” e de “zonas covid-19”, e que há hospitais “não covid-19”, todos preparados para manter o funcionamento normal do sistema de saúde.

“Temos estado muito atentos a toda esta situação. Pelo facto de estarmos todos focados neste problema [do novo coronavírus], que é grande, as outras doenças todas não desapareceram”, alertou, assinalando que este é um dos “efeitos indiretos” provocados pela atual pandemia.

SO/LUSA

 

 

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