13 Jan, 2022

Cancro do pulmão é o mais mortífero em Portugal

O cancro colorretal é o mais comum por incidência, mas o que provoca mais mortes é o cancro diagnosticado no pulmão.

Apesar de não ser o mais comum, o cancro do pulmão é o que mais mata em Portugal. Em 2018, as mortes por este tipo de cancro representaram 16,3% do total de óbitos oncológicos, revela um estudo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) analisado pelo Jornal de Notícias.

“Atlas da Mortalidade por cancro em Portugal e Espanha 2003-2012” é o título do estudo conduzido pelo INSA em parceria com o Instituto de Saúde Carlos III que revela que “embora a mortalidade por cancro do pulmão tenha diminuído nos homens, ainda está a aumentar entre as mulheres em muitos países europeus”, o que se deve a “mudanças nos padrões de uso do tabaco durante as últimas décadas”.

A “exposição ao fumo passivo do tabaco” e a “exposição à poluição do ar” estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de cancro, o qual resultou em quase 34 mil mortes entre 2003 e 2012.

No entanto, apesar de ser o que mais mata, o cancro do pulmão está em quarto lugar no número de diagnósticos (oito mil em 2018). O colorretal é “o cancro mais comum por incidência”, tendo sido identificados mais de 10 mil novos casos nesse ano. Entre as mulheres, o cancro da mama é o mais comum e o da próstata nos homens.

Através de uma comparação entre os dados de Portugal e Espanha, o estudo conclui que os dois países apresentam “fatores de risco comuns” que contribuem para a mortalidade causada por alguns dos principais cancros. De acordo com o INSA, a investigação permite aumentar “o conhecimento não apenas do desfecho, mas também dos fatores de risco subjacentes, independentemente de barreiras fronteiriças”.

SO

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