Câmara do Cadaval lança concurso para centro de saúde aguardado há uma década

A câmara do Cadaval remeteu para publicação em Diário da República o lançamento do concurso público para a construção do centro de saúde local, uma obra aguardada há uma década pela população, disse hoje o seu presidente

A 14 de Setembro, no Cadaval, foi assinado o contrato-programa para a instalação da nova unidade de saúde. Na cerimónia, para além do autarca do Cadaval, marcaram presença o Ministro da Saúde e a presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo Rosa Matos

José Bernardo Nunes (PSD), o presidente da autarquia, afirmou à agência Lusa que a obra tem um custo de 700 mil euros e um prazo de execução de nove meses, segundo o caderno de encargos do concurso remetido para publicação em Diário da República, dando prioridade às propostas que apresentarem o orçamento e o prazo de execução mais baixos.

À espera do novo centro de saúde desde 2004, o autarca disse tratar-se de uma obra prioritária para o concelho porque não só a unidade funciona num edifício alugado pela Santa Casa da Misericórdia, como também as atuais instalações “já não correspondem às necessidades e é preciso dar melhores condições” aos utentes e profissionais.

O centro de saúde, que vai servir oito mil utentes, tem sido prometido pelos vários governos e já teve concurso público lançado e empreitada adjudicada.

Depois do contrato celebrado em 2004, o projeto, orçado na ocasião em 1,6 milhões de euros, foi reformulado, após se constatar que o projeto de arquitetura não se adequava ao terreno.

A reformulação do projeto permitiu reduzir o custo da obra.

O problema da adequação do projeto ao terreno ficou resolvido em 2008, mas desde essa altura a ARSLVT tem vindo a analisar os projetos de especialidades e até meados de 2015 não tinha autorização para se iniciar a empreitada, nem transferiu para o município o dinheiro para a obra.

Através do contrato-programa assinado em setembro deste ano, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) assumiu os encargos da empreitada, enquanto o município se comprometeu a ceder ao Ministério da Saúde, por 50 anos, o terreno onde se vai localizar a unidade, lançar o concurso público para a empreitada e fiscalizar a obra.

Com a nova obra, a extensão da freguesia da Vermelha vai encerrar e os utentes vão ser reencaminhados para a sede do concelho, mantendo-se as extensões do Vilar e de Figueiros.

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