Câmara de Portalegre exige VMER operacional 24 horas após falhas graves no serviço
A Câmara de Portalegre pediu à Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAA) que garanta o funcionamento permanente da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), que esteve inoperacional durante 480 horas entre janeiro e julho, coincidindo com duas mortes no distrito.

A presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, exigiu ao conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo (ULSAA) uma solução imediata para garantir a operacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), que tem registado várias falhas.
Segundo a autarca, a viatura “tem estado cerca de 10% do tempo inoperacional”, devido a falhas nas escalas médicas, o que considera “inadmissível” para a resposta de emergência no distrito.
A ULSAA confirmou que, entre 01 de janeiro e 31 de julho, a VMER sediada no hospital de Portalegre esteve inoperacional 480 horas. Em comunicado, reconheceu ainda que “durante o mês de agosto registaram-se vários constrangimentos operacionais” e que ocorreram duas mortes em períodos de inatividade do serviço.
Fermelinda Carvalho defendeu que, em situações de falta de médicos, a VMER deveria poder sair apenas com enfermeiros e anunciou que a autarquia está disponível para ajudar na aquisição de uma nova ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV).
A ULSAA adiantou que vai reivindicar junto das entidades competentes a contratação de médicos e reunir-se na terça-feira com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para encontrar soluções estruturais.
A SIC noticiou que um homem de 56 anos morreu em Marvão, em agosto, após uma paragem cardiorrespiratória, num momento em que a VMER de Portalegre estava inoperacional. Foi a segunda morte a coincidir com falhas do serviço.
LUSA/SO
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