1 Abr, 2019

Avaliação ao estado nutricional dos doentes arranca hoje em dois hospitais

Avaliação é alargada aos restantes hospitais durante o segundo semestre,segundo o Ministério da Saúde.

“Esta medida, que tem potencial para envolver cerca de 800 mil doentes por ano, é um passo essencial na implementação de uma estratégia de combate à desnutrição hospitalar, promovendo a recuperação dos doentes e o aumento da qualidade de vida”, afirma o Ministério da Saúde em comunicado.

Em declarações à agência Lusa, a diretora do Programa Nacional para Alimentação Saudável, Maria João Gregório, adiantou que a avaliação do risco nutricional vai iniciar-se em abril na Unidade Local de Saúde do Alto Minho e no Centro Hospitalar de Lisboa Central.

A identificação do risco nutricional vai avançar com estas duas experiências-piloto, mas o objetivo é que durante o segundo semestre todos os hospitais já tenham executado o que está definido no despacho publicado em 2018 que define que esta avaliação deve ser feita a todos os doentes que são internados nos hospitais do SNS, adiantou a responsável.

Para Maria João Gregório, “é extremamente importante” identificar precocemente estas situações para que a prestação de cuidados nutricionais seja “a mais adequada”. “A desnutrição hospitalar está associada a piores resultados de doença e do tratamento, está associada a internamentos mais longos, com pior recuperação dos doentes e com impacto na qualidade de vida e tudo isto também acarreta custos”, sublinhou.

Segundo Maria João Gregório, o objetivo da medida é promover uma identificação precoce destes casos para que os doentes possam ter um plano de cuidados ajustado àquilo que são as suas necessidades e melhorar o seu estado nutricional.

Trata-se de “um procedimento simples” que pode ser aplicado por diferentes profissionais de saúde, disse, adiantando que o que se pretende é que as pessoas que estejam em risco possam ter um acompanhamento por parte do serviço de nutrição dos hospitais.

“Sabemos que isto pode ser determinante para ter melhores resultados nestes doentes”, sublinhou.

A prevalência da desnutrição em doentes internados estima-se ser entre 20% a 50%, sendo que a sua identificação precoce “irá trazer ganhos em termos de qualidade de vida e na recuperação do estado de saúde, podendo ainda contribuir para reduzir úlceras de pressão e reduzir custos, uma vez que a desnutrição está associada a internamentos mais longos, afetando sobretudo os mais idosos”, refere o Ministério da Saúde.

Adianta ainda que será criada uma comissão de acompanhamento que avaliará esta implementação, integrada por elementos da Ordem dos Nutricionistas, da Direção-Geral da Saúde e dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

LUSA

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