8 Fev, 2019

Associação Nacional de Sargentos exige respostas sobre “redução de oferta” na Saúde

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) manifestou esta quinta-feira “profunda preocupação” com a “redução da oferta” de serviços de saúde aos militares e famílias, exigindo respostas por parte da tutela.

“Vemos não só com descontentamento, mas com profunda preocupação esta continuada redução de oferta de serviços de saúde aos militares, que pagam cada vez mais por cada vez menos condições”, afirmou à Lusa o presidente da ANS, Lima Coelho.

O Público noticiou na quarta-feira que o grupo José de Mello Saúde, detentor dos hospitais e clínicas CUF, anunciou numa circular interna a suspensão da convenção estabelecida com o Instituto de Ação Social das Forças Armadas [IASFA] para a prestação de cuidados de saúde aos seus beneficiários, a partir de 01 de abril.

De acordo com o documento do grupo José de Mello Saúde, a suspensão deve-se ao “incumprimento contratual por parte do IASFA”, referindo “prazos de pagamento dilatados e muito superiores ao contratado e na acumulação permanente de dívida antiga”.

Lima Coelho frisou que esta decisão está a gerar “muita preocupação” junto dos militares e famílias que recorrem àqueles serviços em especial fora de Lisboa e Porto, onde se localizam os polos do Hospital das Forças Armadas [HFAR].

O presidente da ANS defendeu que a tutela deve dar “respostas ao problema da redução de oferta” dos serviços de saúde aos militares, frisando que o subsistema de saúde dos militares (ADM), gerido pelo IASFA, também “já retirou alguns serviços” com entidades convencionadas, reencaminhando os utentes para os sistemas públicos de saúde.

Contactado pela Lusa, o Ministério da Defesa Nacional disse que está “a acompanhar atentamente a situação”, remetendo mais esclarecimentos para o IASFA, por aquele instituto público ser dotado de “autonomia administrativa e financeira”.

Questionado pela Lusa sobre o impacto da decisão do Grupo Mello Saúde, o IASFA respondeu que será em breve divulgado um comunicado sobre “a suspensão unilateral da referida convenção”.

Na circular do grupo que detém os hospitais CUF, é ainda salientado que “a convenção com o IASFA obedece às tabelas de preços da ADSE [subsistema de saúde dos funcionários públicos], os quais têm vindo a ser contestadas pela José de Mello Saúde por serem insustentáveis”.

LUSA

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