2 Fev, 2022

Alívio das restrições em Portugal em cima da mesa. Especialistas concordam

“Há a possibilidade de se preparar um desmame progressivo das medidas”, sugere o médico em saúde pública Bernardo Gomes, à semelhança do que defendem outros especialistas.

O levantamento de medidas restritivas contra a covid-19 poderá estar para breve e os vários especialistas que têm acompanhado a evolução da pandemia confirmam que há condições para avançar com a mudança. Segundo apurou a CNN Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) já está a estudar o alívio das restrições.

Apesar de ainda não terem sido estabelecidas datas oficiais, espera-se que haja um alívio das medidas ainda este mês ou no início de março, momento em que, de acordo com os peritos do Instituto Superior Técnico, se deve começar a pensar no pós-covid.

“Há condições para haver otimismo, vamos ter cada vez mais o efeito tanto da vacinação como da infeção, que acaba por conferir maior imunização. Portanto, tal como acontece noutros países, e a Dinamarca é um exemplo, em que houve uma quebra muito acentuada nos cuidados intensivos, o aliviar das medidas é natural”, defende o matemático especialista em epidemiologia da Universidade do Porto, Óscar Felgueiras.

Também o médico especialista em saúde pública, Bernardo Gomes, refere o mês de fevereiro como possível data para alívio de restrições e até para ajustar algumas medidas. “Deve-se evitar de forma absoluta declarações como ‘libertação total’, ‘a pandemia acabou’ e ‘endemia’. Não é a realidade, [a covid-19] é um fenómeno mundial que, mesmo que fechássemos o país, o vírus vai propagar-se noutras zonas”, admite.

Segundo acrescenta, “há a possibilidade de se preparar um desmame progressivo das medidas”, especificamente com os atos burocráticos, tais como o uso de certificado e do teste PCR de forma tão generalizada, sendo que Portugal ainda não é dono de “um cenário hospitalar que nos deixe tranquilos” e de ainda se registar “uma mortalidade mais expressiva do que na Dinamarca”.

No mesmo sentido, o pneumologista Filipe Froes sublinha a necessidade de “prudência nas pessoas mais vulneráveis”. Haverá sempre pessoas que “continuarão a usar máscara”, diz. Também o especialista Gustavo Tato Borges, reconhece que “a partir do fim desta onda de Ómicron, no final de fevereiro, poderá ser a altura em que vamos consideravelmente levantar as medidas, passaremos para uma vigilância não tão apertada da covid”.

Mais importante é, para Bernardo Gomes, o investimento na ventilação de grande parte dos espaços. “Se os espaços fechados não forem bem ventilados vamos ficar a mercê de medidas mais restritivas caso chegue uma nova variante”, acrescenta.

SO

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