6 Jan, 2020

Ainda só há dentista em metade dos centros de saúde prometidos

Contratação de profissionais decorre a ritmo lento e leque de serviços oferecidos nos centros de saúde é reduzido.

O projeto era ambicioso e prometia revolucionar os cuidados dentários em Portugal, onde os utentes se veem obrigados a recorrer ao privado para garantir a saúde oral. Contudo, a colocação de médicos dentistas em centros de saúde tem vindo a perder gás e, neste momento, apenas 100 unidades oferecem este tipo de serviço (numa altura, em que já deveria em existir em, pelo menos, 200).

O primeiro projeto arrancou em 2016 mas o alargamento tem sido lento. O Alentejo (que conta apenas com 2 estomatologistas), foi dos primeiras regiões contempladas. No Algarve, há dentistas nos cuidados primários em Tavira, Portimão e Faro, por exemplo (na região, existem apenas 4 estomatologistas). Na zona da Grande Lisboa, projetos idênticos já avançaram na Damaia, Algueirão ou Queluz, locais que albergam populações carenciadas e com dificuldades de acesso ao privado.

Para além da reduzida extensão da oferta, existem outros problemas, como o tipo de serviços abrangidos. São feitos sobretudo procedimentos preventivos e tratamentos de última linha em SOS (como extrações). De fora, ficam tratamentos mais onerosos, como desvitalizações ou colocação de próteses.

A juntar a isto está ainda a falta de estabilidade da rede de dentistas. Os 150 profissionais que colaboram nos centros de saúde são todos prestadores de serviços. O Ministério da Saúde concordou em integrar estes médicos no SNS, tal como pedia a Ordem, mas a medida espera há dois anos autorização das Finanças.

TC/SO

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