8 Mai, 2026

Estudantes de Medicina consideram que novo regime para médicos tarefeiros não resolve problemas do SNS

Para a Associação Nacional de Estudantes de Medicina, o novo regime de médicos tarefeiros não vai resolver o problema estrutural de falta de atratividade do Serviço Nacional de Saúde.

Estudantes de Medicina consideram que novo regime para médicos tarefeiros não resolve problemas do SNS

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) considera que as medidas do novo regime para os médicos tarefeiros “não solucionam, por si só, a questão central da falta de atratividade da carreira médica no Serviço Nacional de Saúde (SNS), onde deve estar o foco das políticas públicas”.

“A proliferação do trabalho à tarefa não é a causa, mas sim a consequência direta da falta de atratividade da carreira médica no SNS. Limitar ou condicionar este regime sem uma valorização efetiva das carreiras médicas poderá revelar-se insuficiente para responder aos desafios atualmente sentidos no sistema de saúde”, refere-se e m comunicado.

Continuando: “Embora compreenda a necessidade de travar a crescente dependência do SNS de médicos em regime de prestação de serviços, uma tendência que se tem vindo a agravar e a fragilizar a estabilidade das equipas médicas, a ANEM considera essencial que estas medidas sejam acompanhadas de uma resposta estrutural às causas subjacentes.”

Defendem assim que medidas de curto prazo não substituem uma estratégia estrutural para a retenção de médicos, sendo importante assegurar que o funcionamento dos serviços de urgência não continue a depender excessivamente de soluções como o trabalho suplementar. “A sobrecarga dos profissionais não pode ser a base de sustentação do SNS.”

A ANEM reforça que o verdadeiro desafio reside na valorização consistente da carreira médica, com melhores condições de trabalho, remunerações justas, progressão previsível e respeito pelo equilíbrio entre vida profissional e pessoal. “Só com um SNS mais atrativo será possível fixar médicos e reduzir, de forma consistente, a dependência de soluções transitórias.”

Maria João Garcia

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