Algarve terá primeiro centro de saúde gerido por privados em Silves até final de 2026
A Unidade Local de Saúde do Algarve prevê que a primeira Unidade de Saúde Familiar gerida por privados na região entre em funcionamento até ao final de 2026, em Silves, com capacidade para 7.750 utentes. Está também previsto um segundo concurso para Lagos, que deverá abranger mais de 13 mil utentes.

A primeira Unidade de Saúde Familiar (USF) modelo C no Algarve, com gestão privada, deverá entrar em funcionamento até ao final de 2026, em Silves, segundo a Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve.
A nova unidade, já adjudicada a 16 de abril, encontra-se atualmente em fase de formalização contratual, estando a entidade adjudicatária a entregar a documentação necessária para conclusão do processo.
Esta USF terá capacidade para servir cerca de 7.750 utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Em paralelo, está prevista uma segunda unidade em Lagos, cujo concurso deverá ser lançado em breve, com capacidade estimada para 13.450 utentes.
O concurso para esta futura USF tem um preço base de cerca de 5,2 milhões de euros, enquanto a unidade de Silves foi adjudicada por 2,9 milhões, num investimento global que ronda os 8,2 milhões de euros.
As USF modelo C foram criadas para reforçar a resposta nos cuidados de saúde primários em zonas com mais de 4 mil utentes sem médico de família, podendo ser geridas por entidades privadas ou do setor social, através de contratualização com as ULS.
Segundo estimativas da Administração Central do Sistema de Saúde, mais de 250 mil utentes deverão ser abrangidos por estas novas unidades em regiões com maior carência de médicos de família.
Estas estruturas funcionam com autonomia e complementam as USF de modelo A e B, integradas no SNS e de gestão pública.
Os contratos têm uma duração prevista de cinco anos, podendo ser renovados por acordo entre as partes.
Entre os critérios de avaliação dos concursos estão o preço, o modelo organizativo e operacional, a acessibilidade, a continuidade de cuidados, a qualidade e segurança clínica, bem como a inovação e melhoria contínua.
O Governo aprovou em 2024 o decreto-lei que permite a criação de centros de saúde geridos por entidades privadas, sociais e autarquias, como forma de resposta complementar ao SNS nos cuidados de saúde primários.
LUSA/SO
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