DGS apela à vacinação contra a gripe de bebés e crianças até aos dois anos
A vacina da gripe é recomendada, porque “esta faixa etária apresenta taxas de hospitalização e de cuidados intensivos equiparáveis às registadas entre pessoas mais idosas”, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

O subdiretor-geral da Saúde apelou aos pais para que vacinem contra a gripe os seus bebés e crianças entre os seis meses e os dois anos, sublinhando que a imunização pode prevenir casos graves da doença e evitar internamentos. A vacinação gratuita contra a gripe foi, este ano, alargada a todas as crianças dos 6 aos 23 meses de idade, no âmbito da campanha sazonal outono-inverno 2025-2026, que arrancou esta segunda-feira em unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e em 2.500 farmácias, prolongando-se até 30 de abril de 2026.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda ainda a vacinação das crianças entre os dois e os cinco anos, para prevenção de doença grave. Nestes casos, a vacina é comparticipada. Segundo a DGS, a decisão é sustentada em dados nacionais que mostram que “esta faixa etária apresenta taxas de hospitalização e de cuidados intensivos equiparáveis às registadas entre pessoas mais idosas”.
Em declarações à agência Lusa, o subdiretor-geral da Saúde, André Peralta Santos, recordou que a recomendação não é exclusiva de Portugal: “Há outros países da União Europeia e, por exemplo, o Reino Unido, que não está na União Europeia, que também recomendam a vacinação da gripe para crianças.”
O responsável destacou que, apesar de a doença grave ser rara nesta faixa etária, “muitas vezes causa internamento” e pode originar complicações adicionais. “Depois do episódio de gripe, muitas vezes as crianças têm outras infeções bacterianas, porque ficam mais vulneráveis”, alertou.
Peralta Santos reforçou que “a vacina é segura” e protege as crianças de episódios de gripe, permitindo-lhes “passar o inverno com menos doença”. Deixou ainda um apelo direto aos pais: “Podem ligar para o seu centro de saúde ou, eventualmente, receber uma chamada do seu enfermeiro de família para agendar a vacinação, se assim o entenderem.”
Quanto às crianças entre os dois e os cinco anos, recomendou que os pais discutam a decisão com o médico de família ou o pediatra. Caso optem pela vacinação, é passada uma receita que permite a administração da vacina no centro de saúde.
SO/LUSA
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