22 Ago, 2025

Associação exige medidas urgentes para colmatar falhas nos Cuidados Paliativos

A APCP alertou o Governo para a falta de recursos nos Cuidados Paliativos, sobretudo pediátricos, lembrando que existe apenas uma equipa domiciliária no país para cerca de oito mil crianças.

Associação exige medidas urgentes para colmatar falhas nos Cuidados Paliativos

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) pediu ao Governo a adoção de “medidas urgentes” para colmatar as graves falhas no acesso a este tipo de cuidados, salientando que, no caso pediátrico, há apenas uma equipa domiciliária para cerca de oito mil crianças.

A associação reuniu-se na quinta-feira com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendendo a criação de mais recursos e estruturas que deem resposta a milhares de utentes que permanecem sem acompanhamento adequado.

De acordo com a APCP, a única equipa de apoio domiciliário pediátrico funciona em Coimbra, com recursos humanos insuficientes, e não existe qualquer resposta no Alentejo e Algarve. A associação considera urgente criar equipas domiciliárias hospitalares pediátricas.

A APCP lembrou ainda que metade das equipas comunitárias de suporte em Cuidados Paliativos previstas continuam por criar e muitas das que já existem estão “subdimensionadas e sem rácios mínimos para funcionar em pleno”. Defendeu também a implementação de um apoio telefónico permanente para doentes e famílias.

Entre as propostas apresentadas ao Governo estão a criação de uma carreira de Medicina Paliativa, a nomeação urgente da nova Comissão Nacional de Cuidados Paliativos — vaga desde dezembro de 2023 — e a publicação de um novo Plano Estratégico com metas e prazos definidos.

Relativamente às estruturas, a associação defendeu a necessidade de criar Unidades de Cuidados Paliativos na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), reforçando a articulação entre esta rede, a Rede Nacional de Cuidados Paliativos e os cuidados de saúde primários.

LUSA/SO

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