Novo equipamento assegura tratamento de todos os doentes oncológicos no Algarve a partir de 2026
Os doentes oncológicos do Algarve vão ter, em 2026, a possibilidade de serem todos tratados na região, com a aquisição de um novo equipamento, segundo uma proposta avançada pelo presidente da Câmara de Loulé.

“A Câmara Municipal de Loulé, dada a polémica, procura propor uma saída, um caminho, para que o Algarve se possa dotar do único equipamento para que os doentes oncológicos” sejam tratados na região, sem necessidade de se deslocar a Lisboa ou Sevilha, disse Vítor Aleixo em conferência de imprensa. O autarca fez esta apresentação conjuntamente com o presidente da ULS do Algarve, Tiago Botelho, e o presidente do Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve (ABC), Pedro Castelo Branco.
As três entidades estão de acordo para se ter, em Loulé, tomografia por emissão de positrões (PET). A nova unidade para doentes oncológicos irá entrar em funcionamento em meados de 2026 com um investimento de 3,5 milhões de euros, financiado em 60% por fundos europeus (Portugal2030) e em 40% pela Câmara de Loulé.
A autarquia decidiu assim abandonar o projeto anterior de alterar o Plano de Pormenor do Parque das Cidades e a construção do Centro Oncológico de Referência do Sul (CORS), que já devia estar instalado desde finais de 2024. “O projeto anterior teve várias vicissitudes e o que esta direção encontrou foi um terreno sem viabilidade: não havia terreno, nem projeto”, disse o presidente da ULS Algarve, Tiago Botelho.
O departamento de urbanismo do município de Loulé tinha chumbado, em janeiro, a construção do CORS, alegando que o projeto ultrapassava a área limite da parcela disponibilizada para a sua construção e não respeitava as áreas verdes estipuladas.
A ULS Algarve garante, com o seu ABC, “a concretização de todas as condições para a realização de todas as PET da região no novo equipamento, até ao início do funcionamento do [futuro] Hospital Central do Algarve”. Por seu lado, o ABC afirma que já tem uma parceria estabelecida com o Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS), de Coimbra, o que irá “facilitar” a operacionalização do novo equipamento. O organismo também assegura o funcionamento do PET, nomeadamente os seus recursos humanos.
Este equipamento vai possibilitar a realização de cerca de 2.000 exames por ano, que até agora são feitos em Lisboa e Sevilha (Espanha). De acordo com os números dados na conferência de imprensa, o Algarve já trata, atualmente, 95% de todas as situações oncológicas da região. “O mais importante é que as pessoas vão deixar de andar de um lado para o outro, o que importa é o conforto dos pacientes”, disse Vítor Aleixo.
O edifício que vai receber o PET será construído nos terrenos onde ficará situado o Laboratório de Genética do ABC, na Rua Humberto Pacheco, em Loulé.
LUSA
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