Especialistas recomendam vacina contra a tosse convulsa em pessoas com DPOC
Os especialistas apelam às pessoas com DPOC para confirmarem se têm o boletim de vacinas atualizado.

Está a decorrer até dia 2 de maio a Semana Europeia da Vacinação. A Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) adicionou a vacinação contra a tosse convulsa à lista de recomendações de vacinas para pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).
A GOLD atualizou as recomendações de vacinas, recomendando a vacinação contra o tétano, difeteria e tosse convulsa para indivíduos com DPOC, que não foram vacinadas durante a adolescência. Já faziam parte da lista de recomendações a vacina contra a gripe e a antipneumocócica para pessoas com DPOC
Estas recomendações são estabelecidas por comités globais de especialistas, que desenvolvem documentos de estratégia baseados em evidência científicas para a DPOC e que se concentram na consciencialização e melhoria da prevenção e tratamento da patologia.
Esta atualização surgiu após um estudo americano, que concluiu que existe um número elevado de pessoas com DPOC hospitalizadas com tosse convulsa, comparado com a população em geral. As pessoas que sofrem desta doença respiratória apresentam maior risco de sofrer tosse convulsa.
Em adultos, os sintomas de tosse convulsa variam de uma tosse relativamente ligeira a uma doença grave e potencialmente fatal, podendo causar febre, ataques de tosse e pneumonia. Os sintomas comuns podem ser: tosse violenta e incontrolável, que dificulta a respiração, causando distúrbios do sono.
O diretor médico de vacina da GSK Portugal, Eduardo de Gomensoro, considera: “Ainda que a dimensão da tosse convulsa na infância tenha sido reduzida através dos programas de imunização infantil e maternal, podemos observar um aumento da doença em adultos, com idade entre os 20 e 50 anos e em pessoas mais velhas. A tosse convulsa em adultos é altamente sub-notificada, o que faz com que a incidência real seja substancialmente maior do que a expectável. Face a isto, é importante sublinhar a atualização das recomendações GOLD, na qual a vacinação contra a tosse convulsa deve ser considerada para os adultos com DPOC, uma vez que a tosse convulsa pode ter um impacto grave na saúde dos mesmos, levando a uma maior necessidade de recurso a cuidados de saúde/hospitalizações. A COVID-19 também veio reforçar que ter um problema respiratório ou ser um adulto de idade mais avançada pode significar maior vulnerabilidade a complicações de doenças infecciosas”.
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Em Portugal, a vacinação contra a tosse convulsa é feita também através do Programa Nacional de Vacinação a todas as mulheres grávidas entre as 20 e as 36 semanas de gestação (com o objetivo de proteger passivamente o recém-nascido e o lactente) e a crianças a partir dos 2 meses de vida.
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