21 Mai, 2021

37% dos jovens portugueses gostariam de ter um maior acompanhamento na saúde mental

As faixas de etárias mais jovens mostraram ter mais preocupação com a sua saúde mental. Cerca de 55% admitiu ter tido um agravamento do stress por conta da pandemia.

Um estudo realizado pela Médis a 1.209 portugueses, revela que 37% dos jovens entre os 18 e os 24 anos gostariam de ter mais acompanhamento na área da saúde mental. Dos inquiridos com doença mental, 66% admite sentir descriminação.

Segundo a investigação, mais de metade das pessoas que reconhece em si mesmo algum tipo de descontrolo do foro psicológico gostaria de ter mais acompanhamento nesta área. Este desejo é mais visível nos jovens – 37% dos inquiridos entre os 18 e 24 anos e 31% entre os 25 e 34 anos gostariam de ter “mais acompanhamento na área da saúde mental”.

Cerca de 7% dos inquiridos têm uma doença mental diagnosticada e 66% admitem “sentir discriminação da sociedade”, sendo que 75% reconhecem ter resistência em pedir ajuda quando estão doentes. Existem ainda 11% de inquiridos que não tem nenhuma doença diagnosticada, mas sente não ter controlo sobre a sua saúde por questões do foro psicológico, sendo que 55% destes atribuem esse fator  ao contexto de pandemia que vivemos atualmente.

De acordo com o estudo, as pessoas que reconhecem ter algum tipo de stress psicológico são menos suscetíveis a fazer esforços para serem mais saudáveis.

Relativamente aos jovens mais velhos, estes mostraram avaliar melhor a sua saúde mental. O inquérito destacou que as pessoas de 65 ou mais anos que dão excelente pontuação à sua saúde mental podem estar afetados pelo estigma ou por uma visão redutora da saúde mental como demência ou loucura.

Numa análise por género, a investigação indica que as mulheres reconhecem, mais do que os homens, a sensação de descontrolo do seu estado de saúde (35,7% mulheres comparativamente a 26,6% homens). Destes, cerca de 64% das mulheres inquiridas e aproximadamente 57% dos homens apontam motivos do foro psicológico, como causa desse descontrolo. As mulheres encontram-se mais alerta para o tema, tendo a capacidade de aderir mais facilmente a psicoterapias (58,8%) ou atividades como o ioga ou a meditação (64,4%).

O estudo “A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio” revela alguns dados sobre a saúde mental dos portugueses. A investigação foi coordenada pela Return On Idease e teve o acompanhamento da professora Maria do Céu Machado, ex-presidente do Infarmed.

SO

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