Os Prémios Santa Casa Neurociências, atribuídos pela Misericórdia de Lisboa, distinguem este ano estudos das equipas lideradas pelos neurocientistas Mónica de Sousa, na regeneração de lesões medulares, e Fábio Teixeira, no tratamento da doença de Parkinson.

O grupo de investigação coordenado por Mónica de Sousa, da Universidade do Porto, foi galardoado com o Prémio Melo e Castro e vai receber 200 mil euros.

A equipa de Mónica de Sousa, do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, propõe-se estudar os “mecanismos moleculares e celulares” que levam a que uma espécie de rato africano, o ‘Acomys cahirinus’, tenha uma “enorme capacidade regenerativa”, a ponto de voltar a andar após uma lesão completa na medula espinal.

A neurocientista disse à Lusa que, a prazo, o “objetivo final” é poder “usar o conhecimento ganho com este mamífero e adaptá-lo ao Homem”, para efeitos de tratamento de lesões medulares.

Mónica de Sousa explicou que o rato ‘Acomys cahirinus’ representa uma mais-valia na investigação, uma vez que é um modelo animal “muito mais próximo” dos humanos, quando comparado, por exemplo, com o peixe-zebra, que também é conhecido pela sua capacidade regenerativa de tecidos e órgãos.

O Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto vai trabalhar em colaboração com o Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve, uma das poucas instituições no mundo a criar em laboratório esta espécie de rato africano.

SO/LUSA

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