A ‘startup’ Muse, nascida em Toronto, marcou presença na Web Summit com o seu dispositivo de ajuda à meditação, com a cofundadora Ariel Garten a deixar a promessa de um dia este serviço estar disponível em língua portuguesa.

O Muse é uma espécie ‘bandolete’, com sensores, que é colocado na testa e mede as ondas cerebrais, ajudando o seu utilizador a meditar.

Sabemos que a meditação faz bem, mas é difícil de fazer porque tentas não pensar em nada. Depois isso não acontece e ficas frustrada“, começou por dizer Ariel Garten, que é neurocientista e uma das criadoras deste dispositivo, em entrevista à Lusa. “Por isso criámos a Muse para resolver este problema”, disse, adiantando ter já alguns clientes em Portugal.

Mas afinal, como é que o dispositivo funciona?

 

O utilizador coloca o dispositivo, que está ligado via bluetooth ao telemóvel, e os auscultadores. De início houve uma voz que incita a meditar. E depois os momentos seguintes dividem-se entre ouvir o som das ondas do mar, caso o utilizador esteja relaxado, ou de uma tempestade no mar (isso indica que está a pensar).

A metáfora é que a tua mente é como o tempo: se estás a pensar, ouvirás uma tempestade, mas à medida que se fica relaxado fica-se apenas a ouvir o som do mar“, explicou a cofundadora.

O sistema emite dados em tempo real para o telemóvel, pelo que o utilizador poderá aceder aos dados da sua atividade cerebral e perceber se está a meditar corretamente.

“O Muse lê a tua mente e dá-te resposta quando estás focado, quando estás a meditar e quando não estás”, explicou Ariel Garten.

Atualmente, o dispositivo está disponível em quatro línguas – inglês, espanhol, francês e alemão -. No entanto, já se prevê a introdução de novos idiomas, como italiano e japonês já no próximo ano, e o português, em breve (ainda que sem avançar qualquer data).

Quando questionada sobre como surgiu a ideia de criar esta ferramenta de meditação, Ariel Garten explicou que tudo começou em 2003 quando trabalhava num laboratório de investigação com um sistema de simulação de computador cerebral analisava a atividade cerebral e, que, após uma década “a brincar com esta tecnologia”, decidiram “que o melhor a fazer [com esta tecnologia] era ajudar as pessoas a meditar”.

A inovação foi lançada em novembro de 2014 por Ariel Garten, juntamente com Chris Aimone e Trevor Coleman, e encontra-se agora na fase de desenvolvimento do negócio e crescimento. Recentemente, a empresa atingiu a marca de 100 milhões de minutos de meditação com a sua tecnologia em todo o mundo.

 

EQ/Lusa

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