Os investigadores chegaram a essa conclusão usando um conjunto de 150 aspetos de personalidade que aplicaram a uma amostra  de adolescentes norte-americanos em 1960. A pesquisa avaliou traços de caráter – sociabilidade, calma, empatia, maturidade, consciência, autoconfiança e outros – usando pontuações que variam de baixo a alto. Para seu estudo, publicado no conceituado JAMA Psychiatry, os investigadores associaram as pontuações de 82.232 dos examinados aos dados do Medicare sobre diagnósticos de demência entre 2011 e 2013.

A análise dos resultados mostrou que que a alta extroversão, disposição energética, calma e maturidade estavam associadas a um menor risco de demência, em média 54 anos depois, embora a associação não se mantivesse para estudantes com baixo nível socioeconómico.

A calma e a maturidade têm sido associadas a menores níveis de stress, o que pode ajudar a explicar a associação. O baixo nível socioeconómico, que muitas vezes aumenta o stress crónico, pode anular os benefícios aparentes desses traços de personalidade.

“O estudo não foi feito para discernir um vínculo causal”, disse o autor principal, Benjamin P. Chapman, professor associado de psiquiatria da Universidade de Rochester. “Muito provavelmente, essas características levam a todo tipo de outras coisas em mais de 50 anos que culminam num diagnóstico de demência. Tentamos descartar tantos outros fatores quanto nos foi possível, mas importa esclarecer que as nossas descobertas são apenas sugestivas não nos permitindo afirmar a existência de uma relação causa/efeito.

JP/MMM/NYT