O Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) está a recorrer a anestesistas espanhóis para colmatar a falta de médicos nos hospitais de Faro e de Portimão. O CHUA contratou, junto de uma empresa espanhola, sete anestesistas pagos a 50 euros/hora, avança o Diário de Notícias.

É a primeira vez que Portugal recorre a médicos tarefeiros de uma empresa estrangeira, neste caso a Quirónsalud, uma empresa com origem na Andaluzia mas que diz ser já o maior grupo hospitalar espanhol.

Estes anestesistas espanhóis estão a trabalhar no CHUA, de forma rotativa, desde novembro de 2018. Custam, contudo, o dobro dos portugueses. Isto porque um médico especializado deve receber 26 euros por hora — enquanto o CHUA paga à Quirónsalud 50 euros.

A administração do centro hospitalar indicou que “este processo foi dado a conhecer à Ordem dos Médicos” mas a OM desmente que tenha conhecimento destas contratações.

Apesar de o governo português ter a intenção de reduzir o recurso a médicos tarefeiros (contratados através de empresas de prestação de serviços), a verdade é que os hospitais continuam a contratar estes serviços – fazendo com que a despesa do SNS neste área aumente de ano para ano.

Só o CHUA contratou no ano passado 238 706 horas a tarefeiros, que custaram mais de 8,2 milhões de euros, de acordo com o relatório social do Ministério da Saúde e do Sistema Nacional de Saúde, divulgado no mês passado. O Algarve foi de resto a região que mais aumentou os gastos nesta rubrica.

TC/SO

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