Os dados são ainda referentes a 2017 e mostram um aumento de quase 50% nos suicídios entre os mais jovens, habitualmente a faixa etária menos afetada por este flagelo. Segundo o Jornal de Notícias, 46 jovens – entre os 15 e os 24 anos – puserem termo à própria vida nesse ano.

Comparando este valor com os 31 que tinham feito o mesmo em 2017, percebe-se que se registou uma subida de 48%. A taxa – de 4,1 casos por cada 100 mil habitantes dentro desta faixa etária – só é com comparável com o ano de 2009.

Destes 46 jovens, 75% eram rapazes. Aliás, o risco de suicídio nos homens é três vezes maior do que nas mulheres, o que explica a desproporcionalidade. Cerca de 25% (11) dos casos ocorreram na área de Lisboa.

Os especialistas, entre os quais o presidente da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, Fausto Amaro, criticam a falta de recursos e de organização dos serviços de saúde mental para jovens, uma vez que o suícidio é, logo abaixo dos acidentes de viação, a segunda causa de morte entre as pessoas com 15 a 24 anos.

A evolução da taxa entre os jovens não tem sido constante (têm ocorrido subidas e descidas acentuadas nos últimos anos) e, por isso, não é possível, para já, analisar tendências, adverte o diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental. Miguel Xavier lembra que “por cada suicídio, ocorrem 20 tentativas falhadas“, sendo que “quem tem mais tentativas falhadas são as pessoas mais jovens”.

Em 2017, um jovem de 14 anos pôs termo à vida. Em 2016, o mesmo tinha acontecido com uma criança de 12 anos.

TC/SO

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