Sob o mote “Back to Basics”, a 14ª edição do Encontro Nacional de Internos de Medicina Interna (ENIMI), o coordenador do NIMI, António Grilo Novais, explica que apesar dos tempos serem de mudança, é premente rever as competências no trato com o doente, “privilegiando o exame clínico”.

“Nesta edição, pretendemos instruir os médicos mais jovens de que a Medicina deve ser orientada para o futuro, mas sem nunca esquecer as suas raízes, do contacto e da comunicação com o doente”, afirma António Grilo Novais.

O objetivo, explica, é fazer “uma abordagem simples, sistemática e objetiva sobre os diferentes temas que nos propomos abordar [como os Défices Neurológicos, Gasimetria, Electrocardiograma, Dor torácica, Dispneia, entre outros]”.

Não há dúvidas que “o internista deverá dominar desde a patologia médica mais rara à mais frequente, também o é que o conhecimento científico mais intrincado terá sempre de assentar num conhecimento básico bem fundamentado”. É precisamento o foco de atuação: “na exploração desse conhecimento, no esclarecimento de dúvidas, por mais básicas que possam parecer”, declara Pedro Alves de Oliveira, vice-coordenador do NIMI.

Com um programa feito por e para internos de Medicina Interna, o ENIMI tem como objetivos a promoção de ligações entre os médicos mais jovens e os especialistas de Medicina Interna de todo o país; a atualização de conteúdos desta área do saber; a promoção da apresentação de trabalhos científicos, do raciocínio clínico e de sessões de brainstorming; a capacitação para a criação de novos projetos e dinâmicas nos serviços que formam os internos.

Erica Quaresma

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