“Está tudo em análise, rapidamente, aliás, brevemente teremos uma resposta”, vincou Raquel Duarte à margem da cerimónia do 1.º aniversário da Unidade de Hospitalização Domiciliária daquele hospital.

O ex-presidente do Conselho de Administração, António Dias Alves, renunciou ao cargo, cessando funções a 01 de abril, anunciou o próprio na altura numa carta aos funcionários e a que a Lusa teve acesso.

“Para execução cabal da estratégia, bem como do contrato programa e de gestão [do centro hospitalar] é necessário um Conselho de Administração com a qualificação e coesão requeridas pela dimensão e complexidade do hospital, disso dei conta repetidamente à tutela, tendo colocado o lugar à disposição em 13 de novembro”, referiu.

Volvidos três meses e dado a situação manter-se, não estando reunidas as condições necessárias, Dias Alves assumiu, na missiva, que não lhe restava outra alternativa senão renunciar ao cargo.

No final do mês passado, o Conselho de Administração adiantou que, apesar da renúncia ao cargo do presidente, tem “quórum deliberativo” para o exercício das suas funções.

“Como qualquer instituição do Serviço Nacional de Saúde, a gestão não está concentrada numa pessoa, mas sim num órgão de gestão como decorre dos estatutos dos Centros Hospitalares EPE, estando neste enquadramento previsto no respetivo regulamento interno e delegação de competências todas as situações de ausência de qualquer um dos membros do conselho de administração”, vincou, em comunicado.

Foi sob a liderança de António Dias Alves que, em setembro de 2018, foi anunciada a demissão de um grupo de 52 diretores e chefes de serviço pela Ordem dos Médicos, no Porto, devido à falta de condições nas infraestruturas e equipamentos e escassez de profissionais.

LUSA/SO

ler mais