O deputado bloquista Heitor de Sousa, eleito pelo círculo de Leiria, considera que a verba alocada para comparticipação de tratamentos termais “deve necessariamente subir” para que, no futuro, o país tenha “um melhor Serviço Nacional de Saúde com uma valência tão relevante para a saúde pública como é o termalismo”.

O reembolso de tratamentos termais esteve suspenso desde 2011, mas o Orçamento do Estado para 2018 contemplou o regresso das comparticipações por parte do SNS.

No final de uma visita ao Hospital Termal das Caldas da Rainha, o deputado lembrou que, “para o ano de 2019, estão previstos 600 mil euros para a comparticipação do SNS” aos tratamentos a efetuar nas termais nacionais, admitindo “a expectativa” de que o valor venha a ser aumentado nos anos seguintes.

Na visita que teve por objetivo fazer “um ponto de situação” sobre o relançamento do termalismo nas Caldas da Rainha, Heitor de Sousa constatou que “o hospital termal está em condições de reabrir os tratamentos”, mas tal esta dependente de autorização da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O Hospital Termal das Caldas da Rainha foi encerrado em 2013, devido à presença da bactéria ‘legionella’, tendo a autoridade de saúde feito depender a sua reabertura da realização de obras na canalização e outros melhoramentos já realizados pela autarquia das Caldas da Rainha, à qual o Estado concessionou aquele património.

A câmara previa a reabertura dos tratamentos de balneoterapia, no Balneário Novos, no dia 15 de maio, feriado municipal que assinalava, precisamente, o início da época termal que anualmente atraia milhares que aquistas à cidade.

Questionado pela agência Lusa, o vice-presidente da câmara das Caldas da Rainha, Hugo Oliveira, confirmou que “foram feitos todos os procedimentos”, mas falta “o licenciamento por parte da DGS” para que possam ser retomados os tratamentos.

Os tratamentos termais, que voltam a ser comparticipados pelo SNS, arrancam este ano com inalações no Balneário Novo, estando ainda prevista para 2019 a conclusão de uma ala para tratamentos com duche e banheira. Para 2020 a câmara prevê a abertura de uma segunda ala com banheiras e uma piscina.

O Hospital Termal Rainha D. Leonor foi o primeiro hospital termal do mundo e esteve na origem da cidade das Caldas da Rainha.

LUSA/SO

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