Em comunicado, o Infarmed adianta que nas inspeções realizadas em 2018 foram identificadas algumas “questões relacionadas com faltas de medicamentos”, mas “nenhuma situação que justificasse uma intervenção”.

Este anúncio de intensificação de ações inspetivas surge depois de queixas do setor das farmácias sobre falhas no abastecimento de medicamentos.

Apesar de indicar que as inspeções realizadas não detetaram qualquer questão que justificasse uma intervenção, o Infarmed decidiu avançar com “um programa inspetivo” que incide sobretudo “em questões relacionadas com a disponibilidade de medicamentos”, sendo as ações dirigidas a distribuidores, farmácias e titulares dos medicamentos.

Segundo a Autoridade, as inspeções devem averiguar “práticas relativas às obrigações dos vários intervenientes” no circuito do medicamento.

Paralelamente, o Infarmed indica que pretende avançar com outras medidas de “promoção ao acesso a medicamentos”, como a clarificação de funções e responsabilidades dos vários intervenientes.

Hoje, os bastonários da Ordem dos Médicos e dos Farmacêuticos vão deslocar-se a uma farmácia no Porto, onde vão assinar a petição pública “Salvar as Farmácias”, documento que propõe medidas para garantir o acesso de todos os cidadãos aos medicamentos.

Segundo um comunicado divulgado pelas duas ordens profissionais, os bastonários vão “subscrever as preocupações” dos promotores da petição, “que alertam para as dificuldades sentidas pela rede de farmácias e para os problemas relacionados com as falhas de abastecimento de medicamentos”.

O setor das farmácias indicou já que foram reportadas 64 milhões de embalagens de medicamentos em falta nas farmácias só no ano passado.

LUSA

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