“A construção de um novo centro de saúde é absolutamente necessária porque o atual está instalado num prédio de quatro andares, sem elevador e com escadas muito estreitas. Os médicos têm de descer ao piso inferior para atenderem as pessoas com mobilidade reduzida e já não querem vir trabalhar para esta unidade de saúde”, disse à agência Lusa José Lourenço, coordenador da Comissão de Utentes da Saúde do Seixal, no distrito de Setúbal.

Segundo José Lourenço, “o Ministério da Saúde já lançou dois concursos públicos para a construção do novo centro de saúde de Corroios, mas por um preço muito baixo – 1,6 milhões de euros – em função do volume de construção”, pelo que até a comissão percebeu que “não iria aparecer nenhuma empresa interessada”. “Os dois concursos públicos ficaram desertos”, acrescentou.

José Lourenço adiantou que a vigília, ao final da tarde de hoje, mobilizou cerca de 70 utentes e pretendeu sensibilizar o Governo para a urgência de um novo centro de saúde, numa comunidade de cerca de “36.000 utentes, 20.000 dos quais sem médico de família”.

“O Ministério da Saúde devia lançar de imediato um novo concurso público, mas, desta vez, com valores realistas, para que possamos ter o novo equipamento construído e a funcionar quanto antes, se possível antes do final do próximo ano, uma vez que o prazo de execução das obras nos concursos anteriores era de 200 dias”, defendeu.

José Lourenço referiu ainda que a Câmara Municipal do Seixal já adjudicou, por 300 mil euros, os arranjos exteriores do terreno que a própria autarquia cedeu ao Ministério da Saúde para a construção do novo centro de saúde de Corroios.

LUSA

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