“Esta é uma tentativa de elevar algum padrão e promover as tecnologias na área da saúde em Portugal. Este prémio é um veículo para colocarmos as tecnologias portuguesas no mapa internacional”, adiantou à Lusa João Cortez, responsável pela iniciativa do i3S da Universidade do Porto.

A 2.ª edição do Prémio Inovação em Saúde, que junta o i3S e a Hovione Capital visa assim distinguir “ideias inovadoras” e incentivar a criação de ‘startups’ [empresa de base tecnologia em fase de desenvolvimento] relacionadas com novos dispositivos médicos, sistemas de diagnóstico e tecnologias de monitorização do estado de saúde.

“Esta plataforma é também uma forma de conseguirmos apoiar ideias que já tenham alguma prova de conceito e assim, alavancar estas tecnologias. Neste evento podem concorrer ‘startups’, mas também investigadores que nem sequer têm uma empresa formada”, frisou.

João Cortez revelou à Lusa que vão ser selecionados oito projetos, sendo que o “grande vencedor” vai receber um prémio no valor de 35 mil euros e aos restantes projetos podem ser atribuídos prémios “adicionais” pelos parceiros que vão estar presentes no evento como a Agência Nacional de Inovação (ANI).

“Estamos certos de que no evento de seleção e entrega do prémio, muitas outras oportunidades de investimento irão surgir, quer para os premiados quer para os restantes a concurso, dado o interesse de vários investigadores e parceiros já associados desde a criação desta distinção”, sublinhou.

Segundo João Cortez, esta segunda edição vai “trazer à cena outros parceiros” que vão permitir “encurtar o caminho entre a obtenção de conhecimento e a chegada ao mercado” de inovações que trazem benefícios para a saúde.

“O i3S ao rodear-se de parceiros que estão envolvidos neste ecossistema e que podem apoiar estas boas ideias, pretende, de facto, dar visibilidade ao bom conhecimento que resulta destas tecnologias”, acrescentou.

A cerimónia de atribuição do Prémio Inovação em Saúde, que está agendada para dia 04 de fevereiro, nas instalações do instituto da Universidade do Porto, conta também com apresentações de quatro ‘startups’ “mais maduras” e que “estão à procura de investimento”.

Durante o evento, a ANI vai também atribuir um troféu, a ‘Árvore do Conhecimento’, e um prémio monetário no valor de cinco mil euros ao vencedor no âmbito do programa Born from Knowledge (BfK) Awards.

LUSA

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