“Não há futuro da cidade de Lisboa se não tivermos uma sociedade coesa, que é capaz de gerar qualidade de vida e oportunidades para todos”, vincou Fernando Medina (PS), na cerimónia da assinatura do protocolo, que decorreu no Convento de São Pedro de Alcântara.

O protocolo foi assinado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, pela Câmara Municipal de Lisboa, pelo Instituto da Segurança Social, pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, pela Polícia de Segurança Pública, por Comissões Sociais de Freguesia e Juntas de Freguesia.

A iniciativa enquadra-se no programa “Lisboa, cidade de todas as idades”, que “trata da preparação, da construção e organização de uma cidade que se tem de adaptar para uma vida de pessoas que hoje vão viver muito mais tempo”, defendeu o autarca, lembrando que um terço da população lisboeta tem mais de 65 anos.

O trabalho de sinalização tem já vindo a ser feito no terreno.

O líder do executivo da Câmara de Lisboa, de maioria socialista, explicou aos jornalistas no final da sessão que o projeto assenta em “três ideias fundamentais”.

“A primeira é criar condições para a atividade das pessoas. As pessoas hoje com 65 anos e mais estão muitas delas na plena capacidade da sua vida, querem participar na sociedade, na vida ativa, querem poder ler, poder ter acesso à cultura, querem poder ter acesso a novas formações que não tiveram”, indicou.

Em segundo lugar, afirmou, pretende-se criar “condições para que as pessoas até mais tarde possível vivam nas suas casas, com conforto e segurança”.

“As pessoas, à medida que envelhecem, vão tendo necessidades, às vezes de pequenas obras de adaptação nas suas casas, nos seus espaços, que ajudam a que elas se possam manter lá e que não tenham de sair para lares ou para outros locais”, acrescentou Fernando Medina, exemplificando que a substituição de banheiras por polibãs ou a instalação de um pequeno corrimão podem fazer a diferença.

Além disso, o “Projeto Radar” visa dar “uma resposta para aqueles que têm necessidade de acompanhamento médico ou até de acompanhamento mais institucionalizado ao nível da residência”, adiantou o autarca.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, sublinhou que este é um programa com “imensa ambição”, que está “aberto a todas as idades” e que pretende “tornar a cidade de Lisboa ainda mais amiga das pessoas, sobretudo das pessoas mais velhas”.

LUSA

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