Graça Freitas disse à Lusa que, face às circunstâncias, o surto poderá ser dado como controlado, “no mínimo, dentro de duas semanas”. Segundo a diretora, o número de casos de sarampo confirmados subiu hoje para 107 depois de na quarta-feira ter sido identificado mais um. Há 24 casos ainda em investigação pelas autoridades, de acordo com o mais recente balanço da Direção-Geral de Saúde (DGS), hoje divulgado.

Dos 107 casos confirmados, 100 já estão curados. Ao longo do surto, que maioritariamente infetou pessoas com ligação ao Hospital de Santo António, no Porto, foram ainda analisados 247 casos que se revelaram negativos. De todos os casos confirmados, nove por cento tinham esquema vacinal incompleto e 14% não estavam vacinados. A maioria dos casos (85 doentes) registou-se em profissionais de saúde.

O vírus do sarampo é transmitido por contacto direto com as gotículas infecciosas ou por propagação no ar quando a pessoa infetada tosse ou espirra. Os doentes são considerados contagiosos desde quatro dias antes até quatro dias depois do aparecimento da erupção cutânea.

Segundo a DGS, “os sintomas de sarampo aparecem geralmente entre 10 a 12 dias depois da pessoa ser infetada e começam habitualmente com febre, erupção cutânea (progride da cabeça para o tronco e para as extremidades inferiores), tosse, conjuntivite e corrimento nasal”.

Existe vacina contra o sarampo no Programa Nacional de Vacinação, que deve ser administrada aos 12 meses e 5 anos de idade. As pessoas com esquema vacinal completo podem contrair a doença, mas de forma leve e não são veículo de transmissão, de acordo com as autoridades de saúde. Quem já teve sarampo está imunizado e não voltará a ter a doença.

LUSA/SO