A ferramenta, anunciou hoje a universidade em comunicado, é a primeira “broca” de ultrassom diretamente orientada para os coágulos, permitindo aos médicos maior precisão, o que pode reduzir substancialmente o tempo de tratamento.

A nova tecnologia ainda só foi testada em vasos sanguíneos sintéticos.

Ferramentas do género existentes emitem ondas de ultrassom lateralmente, o que torna mais difícil atingir apenas os coágulos e pode levar o ultrassom a danificar outros vasos sanguíneos.

Por outro lado, a nova técnica fragmenta os coágulos em pedaços muito pequenos, não sendo por isso necessárias grandes doses de medicamentos para os dissolver.

Há outras técnicas para dissolver os coágulos de forma mais direcionada mas os pedaços ficam relativamente grandes, sendo por isso necessárias doses mais elevadas de medicamentos, pelo que o novo método é o que mais satisfaz, porque é direcionado e quebra os coágulos em partículas muito pequenas, disse Xiaoning Jiang, professor de engenharia mecânica e aeroespacial na Universidade.

“A nossa abordagem melhora a precisão e não depende de grandes doses de medicamentos anticoagulantes, o que esperamos reduza os riscos de toda a operação”, disse.

Testando a técnica num protótipo de um vaso sanguíneo sintético usando sangue de vaca, os investigadores concluíam que podiam “dissolver 90 por cento de um coágulo entre três horas e meia e quatro horas sem usar nenhum medicamento anticoagulante”, referiu Jinwook Kim, autor principal do estudo.

Ferramentas de ultrassom convencionais combinadas com medicamentos para dissolver os coágulos fazem um trabalho idêntico em 10 horas, acrescentou.

LUSA/SO/CS