Os gastos dos hospitais com as prestações de serviço cresceram no último ano. Até novembro, a despesa já ultrapassava os 95 milhões de euros, valor mais alto dos últimos quatro anos.

O ministro da Saúde quer reduzir a contratação de profissionais através de empresas a 10% até ao final da legislatura. “Nos últimos anos criaram-se condições para que muitos médicos se afastassem, o que levou a um uso grande de empresas – trabalho que seria equivalente ao de 1260 médicos. A partir do próximo ano [2017], com o número de contratações, iremos tomar o recurso às empresas absolutamente marginal”. Contudo, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ainda está a sofrer os efeitos da saída por reforma antecipada, para o privado e emigração, de uma grande quantidade de médicos.

Adalberto Campos Fernandes vai ser hoje ouvido na comissão de Saúde, a pedido do PSD, que quer explicações sobre um projeto-piloto nas urgências de Braga e do Porto.

Segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), em 2012, o ministério pagou 107 milhões de euros por prestações de serviço. Nesse ano, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, enfrentou uma das maiores greves de médicos que culminou num acordo com os sindicatos para as 40 horas semanais com 18 de urgência incluídas. No ano seguinte, a despesa desceu para os 92 milhões e 713 mil euros e em 2014 baixou para 89 milhões. A tendência mudou em 2015 e em novembro do ano passado o valor era de 95 milhões e 600 mil euros. Falta dezembro, um mês em que, regra geral, a despesa devido ao aumento da procura das urgências por causa do frio e da gripe.

DN/SO

 

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