25 Fev, 2022

Viver para além da covid-19? “As pessoas têm de começar a esquecer a pandemia”

“Há sempre risco, não podemos viver sem isso. Agora, podemos escolher se vivemos com medo ou não”, afirma o matemático Henrique Oliveira.

O fim das restrições associadas à covid-19 pode estar próximo. No dia 15 de março, o Governo pode anunciar a libertação total. “As pessoas têm de começar a esquecer a pandemia”, afirmam vários especialistas à CNN Portugal, que garantem já existir condições para dar o próximo passo.

“A covid-19 colocou a humanidade à prova e ganhou. Agora vai tornar-se uma doença residente no planeta Terra, vai tornar-se endémica. Quando chegarmos a uma média de 20 mortes diárias, que deverá acontecer perto do dia 15 de março, estaremos em condições de eliminar todas as medidas, com exceção da máscara em contexto hospitalar”, defende o matemático Henrique Oliveira.

Na passada quinta-feira, após a reunião do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, já tinha confirmado que todas as restrições seriam levantadas quando o indicador de mortes descesse para 20 mortes por milhão de habitantes a cada 14 dias.

“Existem algumas incertezas, mas a trajetória tem sido a que foi projetada”, acrescenta o matemático e professor da Universidade do Porto, Óscar Felgueiras. “Até agora, a evolução tem sido positiva. A partir do momento em que atingimos o pico, era expectável que existisse uma descida ao mesmo ritmo”, garante.

No entanto, será imperativo manter uma monitorização do aparecimento de novas variantes e do decaimento da proteção vacinal, o que sugere que futuramente os grupos com mais vulnerabilidades e comorbilidades devem receber um novo reforço de imunização contra o SARS-CoV-2, já que “a probabilidade de eliminar o SARS-CoV-2 de circulação é quase nula”, confirma Henrique Oliveira.

“Há sempre um risco, mas também há sempre risco que apareça um novo vírus semelhante ao ébola. Há sempre risco, não podemos viver sem isso, é algo inerente à condição humana. Agora, podemos escolher se vivemos com medo ou não”, conclui o matemático.

SO

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