21 Out, 2019

Vacina para o Ébola recomendada na Europa

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) recomenda a vacinação em indivíduos maiores de 18 anos que estejam em risco de infeção pelo vírus do Ébola.

A EMA recomendou a comercialização daquela que é a primeira vacina contra o vírus da Ébola, uma vez que os ensaios e os testes em pessoas que estiveram em contacto com pesoas infetadas demonstraram que em apenas uma dose a vacina consegue proteger contra esta epidemia chamada Ébola.

No comunicado publicado no seu site, o diretor executivo da EMA, Guido Rasi, afirma que “este é um passo importante para diminuir o fardo causado por esta doença mortal”, sublinhando ainda que  “as autoridades de saúde dos países afectados pelo ébola precisam de medicamentos seguros e eficazes que dêem resposta aos surtos e salvem vidas.”

A vacina, produzida pela Merck Sharp & Dohme, foi revista pela EMA, juntamente com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e também por agências africanas e da América do Norte.

A OMS não só apoia a recomendação da EMA, como quer implementar a vacina num programa que facilita o acesso a medicamentos e vacinas para doenças graves, tais como a SIDA e a Malária.

Harald Enzmann, presidente do Committee for Medicinal Products for Human Use, afirma, na nota divulgada pela EMA, que a “opinião positiva da EMA para a primeira vacina contra o vírus da Ébola demonstra a experiência científica na UE que pode ser mobilizada para reduzir o impacto de doenças mortais como o Ébola”.
Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a autorização desta primeira vacina a nível mundial “é um triunfo para a saúde pública e o testemunho da colaboração sem precedentes entre especialistas do mundo inteiro”.
A vacina (Ervedo) foi testada em cerca de 16 mil indivíduos envolvidos em vários estudos clínicos em África, na Europa e nos Estados Unidos da América, onde se provou ser segura, imunogénica e eficaz contra o vírus do Ébola que surgiu na República Democrática do Congo (RDC) em 1976 e circulou, entre 2014 e 2016, na África Ocidental, vitimando mais de 11 mil pessoas.
De acordo com os dados preliminares, estes estudos sugerem a sua eficácia no atual surto na RDC. Segundo alguns dados adicionais de eficácia e segurança estão a ser recolhidos através da norma de acesso expandido e devem ser incluídos nos relatórios de segurança pós-comercialização, alvos de contínuas revisões por parte da agência europeia do medicamento.
EQ/SO
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