20 Set, 2018

Um em cada cinco médicos das urgências já pode pedir dispensa de serviço

Bastonário dos médicos garante que muitos profissionais aceitam manter-se na urgência para dar resposta à necessidade dos hospitais. Ministério da Saúde gastou cem milhões em contratações de médicos tarefeiros em 2017.

Um quinto dos médicos que assegura serviços de urgência em hospitais públicos já atingiu a idade legal que lhes permite serem dispensados deste serviço. 2549 médicos já têm mais de 55 anos, avança o Jornal de Notícias, mas ainda se mantêm nas urgências.

De acordo com dados da Administração Central do Sistema de Saúde, divulgados pelo JN, em junho foram contabilizados 1.637 médicos especialistas que pediram dispensa do serviço de urgência por motivo de idade, o  que corresponde a 12,8% do total de médicos especialistas que fazem urgência (12.789).

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, e Jorge Roque da Cunha, presidente do Sindicato Independente dos Médicos, sublinham que muitos destes médicos aceitam continuar a fazer turnos diurnos e nocturnos nas urgências para dar resposta às necessidades dos hospitais.

Miguel Guimarães garante que se trata de “uma atividade de grande desgaste”. Para o bastonário, muitos médicos aceitam manter-se nas urgências por “solidariedade” com as equipas.  “Conheço centenas de médicos mais novos que se pudessem deixavam de fazer urgências já amanhã”, acrescentou.  Jorge Roque da Cunha alerta, por seu lado, que “hoje é muito mais penoso fazer urgências do que há dez anos”.

Os pedidos de dispensa são, habitualmente, colmatados pelo Ministério da Saúde com a contratação de médicos tarefeiros. Em 2017, o Estado gastou cerca de 100 milhões de euros nestas contratações.

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