12 Out, 2016

Plataforma de investigadores tem 2,5 ME para desenvolver novas terapias para cancro

Coordenada pelo iMed.ULisboa, a nova plataforma conta com a colaboração de outros centros de investigação. Objectivo: descobrir e desenvolver novas tecnologias, produtos e soluções na área de oncologia

Um consórcio com investigadores de várias unidades organizou uma plataforma para descoberta e desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e soluções dirigidos a doentes oncológicos, projeto que recebeu um financiamento de 2,5 milhões de euros.

Coordenada pelo Instituto de Investigação do Medicamento (iMed.ULisboa), a plataforma tem “a participação de outros centros de investigação com o objetivo de criar a possibilidade de descobrir e desenvolver novas tecnologias, produtos e soluções na área de oncologia”, disse hoje à agência Lusa a responsável pelo projeto.

Dedica-se “primeiramente a terapêuticas, mas também é aplicável a prevenção e controlo de doenças e não tem somente a ver com o cancro, [embora seja esse o nosso primeiro alvo]”, acrescentou Cecília Rodrigues, que também é coordenadora do iMed.ULisboa, líder do projeto, e investigadora da Faculdade de Farmácia.

O trabalho, que será desenvolvido em três anos, tem 2,5 milhões de euros de financiamento do programa Portugal 2020, e “várias fases e em cada uma tem objetivos muito específicos e concretos”, avançou a responsável.

A primeira fase, explicou Cecília Rodriges, tem a ver com “uma triagem de alto débito de coleções de produtos naturais derivados do mar ou de plantas e sintéticos”, sendo esperados os primeiros resultados “três a seis meses depois do início”.

Apesar de centrar-se na oncologia, principalmente no cancro do cólon, a plataforma “é suficientemente moldável e extrapolável para outras aplicações”, como infeções, doenças neurológicas, neurodegenerativas, ou doenças do metabolismo – “doenças que, de algum modo, estão relacionadas com o envelhecimento, e também muito [com os] estilos de vida”, especificou a especialista, referindo os exemplos do tabagismo, das dietas desequilibradas ou da inatividade física.

São 50 a 60 os investigadores diretamente relacionados com o projeto, oriundos de várias áreas, desde farmaceuticos a engenheiros químicos, biofísicos, bioquímicos, biólogos ou médicos veterinários, além de envolver médicos de dois hospitais que colaboram na iniciativa – Hospital da Luz, em Lisboa, e Hospital Beatriz Angelo, em Loures -, e associações de doentes.

A coordenadora da plataforma referiu que vários outros profissionais vão associar-se durante o desenvolvimento do projeto, “já que outro dos objetivos é formar especialistas e criar emprego qualificado”.

Além do iMed.ULisboa, o consórcio chamado POINT4PAC (Precision Oncology by Innovative Therapies and Technologies), que vai receber o financiamento, tem a participação do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, do Centro de Química Estrutural, do Instituto de Nanociência e Nanotecnologia, do Centro de Investigação Interdisciplinar em Sanidade Animal e do Instituto Politécnico de Leiria.

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