27 Mai, 2019,

Papa Francisco apela ao combate do aborto

O Papa Francisco apela aos médicos para que incentivem as famílias a levarem as gravidezes até ao fim, mesmo quando o feto está gravemente doente ou com malformações.

No sábado, o Papa Francisco voltou a apelar para que se combata o aborto, defendendo que este nunca deve ser uma opção.

“Será lícito deitar fora uma vida para resolver um problema? Será lícito contratar um assassino para resolver um problema?”, questionou, durante uma audiência realizada numa conferência antiaborto promovida pelo Vaticano.

O líder da Igreja Católica considerou que esta é uma questão de direitos humanos e não uma questão religiosa.

O Papa condenou quem decide abortar com base em testes pré-natais, lembrando que um ser humano “nunca é incompatível com a vida”, tal como havia dito em outubro, numa outra intervenção:

“Uma criança doente é como qualquer necessitado da terra, tal como um velho que necessita de assistência, como tantos pobres que tentam sobreviver. Eles, que se apresentam como um problema, são na verdade um dom de Deus que podem tirar-me do egocentrismo e fazer-me crescer no amor.”

No entanto, o papa argentino, defendeu que as mulheres que o fazem têm de ser perdoadas.

De relembrar que já no final do ano passado, o Papa comparou o aborto ao ato de “contratar um assassino”.

“É como contratar um assassino. De onde vem tudo isto? A violência e a rejeição nascem do medo”, disse Papa Francisco. “O acolhimento do outro, de facto, é um desafio ao individualismo. Pensemos, por exemplo, em quando se descobre que uma vida que vai nascer é portadora de uma deficiência”, argumentou. “Os pais, nestes casos dramáticos, precisam de verdadeira proximidade, de verdadeira solidariedade, para enfrentarem a realidade superando o medo compreensível. Em vez disso, frequentemente recebem conselhos para interromper a gravidez”, lamentou, perante os fiéis, o mais alto membro do mundo Episcopal, há 7 meses na regular audiência das quartas-feiras na Praça de São Pedro.

Também em fevereiro desse mesmo ano, o líder da Igreja Católica mundial, havia criticado o aborto com palavras cruas e duras, tendo inclusivé comparado-o a um eugenismo de “luvas brancas” como aquele praticado pelos “nazis”.

As suas declarações foram bastante polémicas na altura, tendo agora voltado a acender o debate sobre esta temática, que tanto divide igreja e população.

Erica Quaresma (com Lusa)

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