Ordem dos Médicos não acredita que haja vacinas suficientes para primeira fase

O bastonário não acredita que as doses necessárias para imunizar as 950 mil pessoas, que compõe a primeira fase do plano de vacinação, vão estar disponíveis.

O bastonário da Ordem dos Médicos não acredita que, em janeiro, estejam disponíveis as doses da vacina contra a Covid-19 necessárias para imunizar as 950 mil pessoas incluídas na primeira fase do plano de vacinação, “tal como o primeiro-ministro disse”.

Para Miguel Guimarães., os critérios adotados deviam ter sido mais apertados, de forma a prevenir a eventual falta de vacinas numa fase inicial.

“Se acontecer como nos outros países, teremos 200 mil ou 300 mil vacinas, bem longe das 950 mil que integram o primeiro grupo. E agora, dentro deste grupo, quem vacinamos primeiro?”, questionou o bastonário, em declarações ao Correio da Manhã.

Em relação à segunda fase do plano, dirigido aos portugueses com mais de 65 anos, com ou sem patologias, e doentes crónicos entre os 50 e os 64 anos, Miguel Guimarães disse duvidar que estivessem contabilizados “todos os diabéticos e doentes oncológicos”, grupo composto por 2,7 milhões de pessoas.

O bastonário da Ordem dos Médicos não deixou também de expressar o seu descontentamento em relação ao facto de os médicos não terem sido ouvidos antes da apresentação do plano de vacinação. “Prometeram-nos isso. Temos um papel importante no processo”, referiu Miguel Guimarães.

Este ressalva a importância dos médicos saberem e conseguirem “esclarecer os doentes sobre os efeitos secundários ou contraindicações se houver outra medicação”, e afirma ainda que “as informações disponibilizadas no plano são escassas.”

AR/SO

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