Ordem dos Enfermeiros reclama medidas para fixar profissionais no país

A Ordem dos Enfermeiros (OE) afirma que está a ser diretamente confrontada, “com muita insistência”, com pedidos de recrutamento por parte de outros países

Alemanha, Espanha e Holanda são os casos citados pela Ordem dos Enfermeiros, segundo a qual a generalidade dos estados europeus está a aumentar a remuneração e a atribuir prémios aos profissionais de saúde, devido ao seu papel na luta contra a pandemia de covid-19.

“Já em Portugal, apesar de ser unânime o reconhecimento do trabalho dos enfermeiros no combate à pandemia, continua a não haver mecanismos de fixação destes profissionais no país”, escreveu a Ordem num comunicado hoje divulgado.

A estrutura representativa dos enfermeiros lamenta a falta de incentivos, subsídios de risco ou penosidade, e remunerações dignas, enquanto continuam a ser feitos contratos “de apenas quatro meses.

 

Solicitações de declaração para efeitos de emigração “triplicaram em relação a 2017”

 

No ano passado, de acordo com as contas da Ordem, mais de quatro mil enfermeiros solicitaram a declaração para efeitos de emigração, “um número recorde que representa um aumento de 64% face a 2018”.

Neste momento, segundo a mesma fonte, há quase 20.000 enfermeiros no estrangeiro.

“Face ao que ainda foi referido na segunda-feira pela OMS, que diz que o pior da pandemia ainda está para vir, e face à situação atual no país, com o número de casos a aumentar após um mês de desconfinamento, esta situação de procura dos enfermeiros portugueses pelos restantes países, onde estes são de facto valorizados, é uma preocupação acrescida para a OE, numa altura em que se preparam para sair das escolas portuguesas perto de três mil novos enfermeiros”, lê-se no documento.

A Ordem questionou também se existe, efetivamente, um aumento da reserva estratégica de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para fazer face a um possível agravamento da situação.

SO/LUSA

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