12 Out, 2016

ONU pede “resposta maciça” para fazer face a novo surto de cólera no Haiti

Seis dias depois da passagem do furacão, que afetou 750 mil pessoas no oeste do Haiti, as autoridades e organizações de socorro esforçam-se para chegar às zonas mais atingidas.

O Haiti, devastado na semana passada pelo furacão Matthew, enfrenta agora um surto de cólera, enquanto as organizações procuram fazer chegar rapidamente ajuda aos locais mais afetados e as Nações Unidas já apelaram a uma “resposta maciça internacional”.

Seis dias depois da passagem do furacão, que afetou 750 mil pessoas no oeste do Haiti, as autoridades e organizações de socorro esforçam-se para chegar às zonas mais atingidas.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, indicou que pelo menos 1,4 milhões de pessoas precisam de assistência urgente, mais de 300 escolas foram danificadas e reservas de comida e plantações foram destruídas.

“Exige-se uma resposta maciça”, disse Ban aos jornalistas.

A ONU pediu 120 milhões de dólares (quase 108 milhões de euros) para cobrir as necessidades do Haiti nos próximos três meses, nomeadamente água potável, alimentos e abrigos para prevenir doenças infecciosas.

Já foram registados casos de cólera, em particular no sudeste do país, zona particularmente atingida pelo furacão.

Uma epidemia de cólera atingiu o país na sequência do terramoto de 2010, doença alegadamente levada pelos funcionários da ONU, que matou até agora mais de 10 mil pessoas, registando-se cerca de 500 novos casos por semana.

O coordenador das missões humanitárias da ONU, Mourad Wahba, afirmou que o Haiti enfrenta o maior desastre humanitário desde o terramoto em 2010, mas agora as autoridades e a sociedade civil “têm uma capacidade muito mais forte para organizar a resposta”.

Os números mais recentes divulgados pela proteção civil haitiana revelam que o Matthew causou 372 mortos, quatro desaparecidos, 246 feridos e 175.000 pessoas deslocadas em 224 abrigos.

LUSA

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